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Cerca de 50 famílias ocupam terreno público abandonado no bairro Japiim, na Zona Sul

Ocupantes dizem que local, que já está demarcado com lotes, estava servindo para viciados usarem drogas antes da ocupação 31/08/2015 às 18:10
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No terreno já tem casas sendo construídas pelos próprios moradores e também diversas marcações de área.
Kamyla Gomes Manaus (AM)

Cerca de 50 famílias ocupam um terreno público nas proximidades da avenida Manaus 2000, no bairro Japiim, Zona Sul. No local, há uma obra inacabada de uma quadra de esportes. Os ocupantes pedem direitos básicos como educação, moradia, segurança e saúde e dizem que o local está servindo para roubos e como ponto para viciados usarem drogas.

No terreno, duas casas já estão sendo construídas pelos próprios moradores. Também diversas marcações de lotes. Também foi possível verificar lixo no local. Os ocupantes dizem que antes moravam em casas alugadas.


Aréa está sendo ocupada em menos de uma semana. Foto: Aguilar Abecassis 

A autônoma Licimar dos Anjos, de 25 anos, contou que, separada e com dois filhos pequenos, não tem mais condições para pagar o aluguel. “Aqui não está sendo usado para nada. Era uma área com muito mato e entulho. Todos aqui são pais de família e não queremos confusão com ninguém, apenas nosso direito, pois todos aqui não tem condições para pagar aluguel”, afirmou.

Licimar disse que, mais cedo, cerca de dez agentes da prefeitura foram até o local fazer fotos e colher algumas informações. Segundo ela, os documentos seriam enviados para uma secretaria. Os agentes, disse a ocupante, pediram que eles aguardassem um retorno e disseram que não iam retirar ninguém.

“Aqui é algo organizado. Queremos uma casa, isso é tudo que queremos. Nós não estamos invadindo e sim se apossando de um bem público que estava abandonado. Aqui era só resto de terra”, afirmou um morador, que pediu para não ter o nome revelado.

Apoio

Casado, com cinco filhos e morando de aluguel no bairro da Raiz, também na Zona Sul, Wellington Marques, de 48 anos, pediu apenas apoio dos órgãos competentes para que possam ter uma moradia.

“O terreno dá para dividir para todas essas 48 famílias. Nossa necessidade maior é outros apoios, pois somos somente nós e não temos mais ninguém”, relatou.

Nota

Em nota, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) ressaltou que devido o encerramento de expediente da Gerência de Parcelamento do Solo (GPS) que cuida dos mapas, loteamentso, áreas públicas e particulares da cidade, só poderá informar qual situação legal do terreno nesta terça-feira (1° de setembro). Segundo a assessoria de comunicação Implurb, ninguém do órgão esteve no local.

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