Domingo, 19 de Maio de 2019
CHACINA

Chacina: sobe para 49 o número de corpos identificados e 18 são liberados às famílias

Restam identificar 11 corpos. Ao todo, 60 detentos morreram no massacre em dois presídios da capital amazonense no início da semana



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Diretor do DPTC, Jefferson Mendes (Foto: Antonio Menezes)
05/01/2017 às 13:03

O Departamento de Polícia Técnico-Científico divulgou na manhã desta quinta-feira (5), em Manaus, um novo balanço sobre o trabalho de identificação dos corpos dos detentos assassinados no massacre dos presídios do Amazonas ocorrido no início da semana. Até o momento, 49 corpos foram identificados e, desses, 18 foram liberados para as famílias. Restam identificar 11 corpos. Ao todo, 60 presos morreram na chacina.

Entre os 18 liberados às famílias, 14 deles eram detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde 56 presos foram assassinados por decapitação e esquartejamento no último domingo (1º). Os outros quatro corpos liberados eram de detentos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), assassinados na segunda-feira (2).

Os nomes dos 14 mortos do Compaj liberados às famílias são: Arthur Gomes Peres Júnior, Dheick dá Silva Castro, Errailson Ramos de Miranda, Francisco Pereira Pessoa Filho, Magaiwer Vieira Rodrigues, Rafael Moreira da Silva, Raijean da Encarnação Medeiros, Felipe de Oliveira Carneiro, Rômulo Harley da Silva, Edney Gomes Ferreira, Alessandro Nery Praia, Felipe Mateus Silva do Nascimento, Moacir Jorge Pessoa da Costa e Gezildo Nunes da Silva. Os quatro mortos da UPP liberados às famílias são: Andrei Chaves de Moura Castro, Kevin Klive Silva Ramos, Paulo Henrique Santos Lagos e Carlos Augusto Nascimento Galucio.

Segundo o diretor do DPTC, Jefferson Mendes, a previsão é que até as 18h de hoje mais seis corpos entre os 49 identificados sejam liberados às famílias. “A maior dificuldade que temos é as famílias virem ao IML para passar informações necessárias, coletar material genético para exames de DNA. Posteriormente analisado e processado, vamos fazer a comparação (do DNA) para saber se realmente é familiar daquela pessoa”, disse.

Sobre os exames de DNA, Jefferson Mendes pontuou como funciona o trabalho. “Estamos trabalhando com parentes de primeiro grau, mãe e filho. Mas a identificação é científica. Não é simplesmente a pessoa chegar aqui e dizer esse é meu filho. Coletamos o material genético e fazemos o processamento para comprovar”, disse. “O trabalho está saindo até mais rápido que o esperado. Os peritos estão trabalhando de forma voluntária. Outros estados nos ofereceram ajuda, só que graças a Deus não estamos precisando. Temos profissionais preparados e insumos necessários”.


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