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Manaus
Liberados por não ter antecedentes

Chefe da pirataria no centro de Manaus é solto

Segundo a polícia, acusado de operar no Amazonas, Ceará e Paraná nega acusações e diz ser uma pessoa honesta e humilde 27/08/2013 às 14:56
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Sebastião Vilas Boas durante operação da polícia no último sábado(24), no centro
Jéssica Vasconcelos Manaus

Sebastião Rubislei Vilas Boas e  Bruno Vilas Boas, presos no sábado (24) durante a segunda etapa da operação Centro Seguro, realizada pela polícia civil com apoio da polícia militar e órgãos do Governo do Estado e Prefeitura, vivem uma vida de luxo em Manaus, segundo informações da polícia. Eles lideravam um esquema de pirataria, desbaratado no último sábado. Ambos foram soltos no final da tarde de ontem por decisão da Justiça.

Morando em um condomínio luxuoso da cidade e exibindo carros de marcas como Ferrari e Porsche nas redes sociais, os dois homens acusados de serem os chefes da máfia da pirataria no Amazonas não apresentaram renda compatível com o trabalho nas galerias do Centro de Manaus, segundo informações da polícia.

Para a delegada titula da Seccional Sul, Márcia Chagas, uma pessoa que diz não ter rendimento nenhum morar em um condomínio de luxo, não pode ser um simples comerciante. O filho de Sebastião Vilas Boas é acostumado e exibir carros de luxo em manobras como “cavalo de pau”, na avenida do Turismo, nos finais de semana. “Um comerciante que trabalha pagando seus impostos não consegue ter uma Ferrari e esse senhor que não tem renda nenhuma”, disse a delegada durante entrevista coletiva na tarde dessa segunda-feira(26).

Carro de Bruno Vilas Boas exibido no facebook

Segundo a delegada, há dois anos foi realizada uma operação menor no Centro em que foram apreendidos 16 mil camisas falsificadas na galeria BBC. Ouvindo pessoas que tinham boxes no local, todas relataram que eram obrigadas a vender camisetas piratas por que Sebastião controlava a área do Centro.

De acordo com delegada, na época, a polícia não tinha provas que ligassem Sebastião ao comércio por que ele não tinha empresa física em Manaus. Ele apresentava somente dados de uma empresa no Paraná, que posteriormente foi verificada pela policia daquele Estado e constatado que não existia. “O mais grave é que quem se apresentou como proprietário da loja na primeira investigação foi um homem identificado como Thiago, que era caseiro do sitío de Sebastião. Ele era o ‘laranja’”, disse.

Este ano, Bruno Vilas Boas, abriu uma micro empresa no nome dele, o que facilitou a investigação da polícia. Ainda na primeira operação, Bruno usou as redes sociais, segundo a polícia, para enfrentar as autoridade dizendo que tinham sido apreendidas “apenas” 16 mil peças. O depósito com as demais não foi encontrado.

Liberados por não ter antecedentes

Presos no último sábado, Sebastião Rubislei Vilas Boas,  Bruno Vilas Boas, Valdirene Pavele da Cruz, Diego Oliveira, Fabiana de Jesus Cortez, David Dias Costa, Angellotti Giuseppi Bravo foram soltos ontem após ter um habeas corpus concedido pelo juíz plantonista do Fórum, Genesino Braga Neto. 

De acordo com o documento, o juiz levou em consideração que os acusados são réus primários e não apresentam antecedentes criminais, podendo, portanto, responder o processo em liberdade sem causar danos ao andamento.

Durante a operação, a polícia apreendeu 12 toneladas de mercadorias entre roupas, tecidos, maquinário, estimulantes sexuais e veneno de rato. Além disso, todos os estabelecimentos foram lacrados por que corriam o risco  iminente de pegar fogo por conta das ligações clandestinas de luz.

De acordo com o delegado adjunto geral da Polícia Civil, Mário Aufiero, as investigações continuam para que “os braços da pirataria tanto no Amazonas, como no Ceará e no Paraná sejam desarticulados e a máfia, punida”.

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