Sábado, 31 de Outubro de 2020
PRISÕES PRORROGADAS

Chefões de facções criminosas do AM ficarão por mais dois anos em presídios federais

Decisão da Justiça do Amazonas prorrogou a permanência do Zé Roberto da compensa e João Branco, membros da FDN, e do ‘Mano G’, do Comando Vermelho, em prisões federais



b17a61bd-b07e-4d1d-9111-e11e1a2f4c8c_A660D0BA-D87C-413F-A409-E79D274D629C.jpg Foto: Arquivo/AC
20/07/2020 às 11:32

A Justiça do Amazonas prorrogou por mais dois anos a permanência em presídio federal dos três chefões de facções criminosas José Roberto Fernandes Barbosa o “Zé Roberto da Compensa”, João Pinto Carioca, o “João Branco”,  ambos da facção família do Norte (FDN) e de Gelson Carnaúba, o “Mano G”, do Comando Vermelho (CV). Ao todo, 40 criminosos do Amazonas considerados de alta periculosidade ainda permanecem em presídios federais.

Os três chefões estão cumprindo pena em presídio federal desde 2017, logo depois do massacre de mais de 50 presos que cumpriam pena no regime fechado na unidade prisional Desembargador Raimundo Vidal Pessoa. Os três devem permanecer fora por ao menos mais dois anos.



Na última quinta-feira (16), 15 presos que estavam cumprindo pena em penitenciárias federais retornaram para Manaus e já estão inseridos no sistema prisional local. O retorno deles abre vagas no regime federal para que o Amazonas possa mandar para lá outros presos que estejam causando instabilidade no sistema prisional amazonense.

De acordo com informações da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), os 15 criminosos estão na Unidade Prisional Antônio Trindade (IPAT) em quarentena e depois devem continuar isolados, onde estão recebendo visita de familiares.

Entre os que retornaram, estão presos que que participaram dos massacres de 2017, 2019 e presos da operação da Polícia Federal ‘La Muralla’, deflagrada em 2015 e que desestruturou os alicerces da facção FDN.

Reestruturação

De acordo com informações dos órgãos de segurança do Estado, no momento ainda não dá para dizer se haverá a reestruturação da FDN com a volta dos 15. Estes, quando foram para presídio federal, diziam ser integrantes da FDN, porém com a tomada do controle das áreas do crime pela CV, alguns, por questão de sobrevivência, talvez mudem de facção.

Um outro imbróglio tem a ver com a possibilidade do Comando Vermelho não aceitar em suas fileiras muitos dos assassinos que, durante o massacre de 2017, mataram os seus integrantes.

Repórter de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.