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Manaus
ENCHENTE

Inverno Amazônico: Cheia começa a dar ‘sinais’ no Centro de Manaus

O nível do rio Negro, na capital, está dois centímetros abaixo do registrado nesta mesma data em 2012, ano da maior cheia no Amazonas 07/02/2017 às 05:00 - Atualizado em 07/02/2017 às 08:35
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Período de chuvas já começa a refletir na rotina da orla de Manaus (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Silane Souza Manaus (AM)

O nível do rio Negro, em Manaus, está dois centímetros abaixo do registrado nesta mesma data em 2012, ano da maior cheia no Amazonas, em 115 anos. Nesta segunda-feira (7), a cota do rio atingiu 24,5 metros, de acordo com a medição realizada no Porto da cidade. Para o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) ainda não é possível prevê se a enchente será histórica. O órgão deve emitir o primeiro alerta de cheia 2017 para a capital no dia 31 de março.

De acordo com o gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional do CPRM, Andre Martinelli, a enchente é realidade nas calhas do Juruá e com forte tendência para a calha do Purus. Nas demais calhas, o prognóstico (da ordem de grandeza) será divulgado no início e fim de março. “Para fazermos a previsão da cota de enchente necessitamos observar os dados que irão ocorrer em fevereiro e março”, explicou.

No porto da Manaus Moderna, o nível do rio chama atenção por ter ultrapassado as primeiras escadarias da orla. Quem trabalha na área acredita que a enchente será grande, visto que está chovendo muito, além disso, ainda estamos em fevereiro e a cheia segue até meados de junho.  “A tendência é que vai ser uma cheia grande porque os barcos estão encostando aqui no beiradão”, disse o feirante Samuel Marques, 50.

Interior com níveis acima da média

Conforme o último boletim de monitoramento da cheia do CPRM, divulgado no dia 3 deste mês, na bacia do Purus, os rios Acre e Purus seguem em processo de enchente com níveis acima das médias para o período. Em Boca do Acre, o rio Purus está 91 centímetros acima do registrado para mesma data de 1971, ano em que ocorreu a maior cheia naquela região.  

Na calha do Juruá, os municípios de Guajará e Ipixuna decretaram situação de emergência por conta da enchente. Outras cinco cidades da mesma região estão sendo monitoradas e permanecem em alerta, de acordo com a Defesa Civil do Amazonas. O Governo do Estado prepara para esta semana a distribuição de ajuda humanitária para os dois municípios em questão.

Na bacia do Solimões, o rio segue monitorado em processo de enchente com cotas elevadas em relação às médias, especialmente no alto curso (Tabatinga e Fonte Boa), a mesma situação é vista na bacia do Amazonas, conforme o boletim do CPRM. Já na bacia do Madeira, em Humaitá, o rio encontra-se em processo de enchente com cotas baixas para época.

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