Sábado, 20 de Julho de 2019
Manaus

Cheia redesenha cenário das casas na orla do rio Negro

Algumas famílias estão vivendo há duas semanas sobre marombas, piso elevado construído no interior das residências, feito com recursos próprios



1.jpg Com a cheia do rio, para chegar em casa só de canoa ou se equilibrando nas passarelas
17/05/2013 às 08:28

A cheia do rio Negro começa a redesenhar o cenário de bairros e alterar a rotinas de moradores das áreas atingidas. Algumas famílias estão vivendo há duas semanas sobre marombas, piso elevado construído no interior das residências, feito com recursos próprios. Elas reclamam que, ao contrário do ano passado, ainda não receberam ajuda do Estado ou município e a situação continua piorando no mesmo ritmo da subida do rio.

A maioria das famílias deveria ter sido retirada das áreas pelo Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). Em maio de 2012, durante visita as áreas alagadas, o governador do Estado, Omar Aziz, afirmou que, naquela ocasião, os moradores receberiam madeira e seriam retirados logo após o fim da cheia do ano passado.

Ele garantiu que não adiantava disponibilizar ajuda financeira e deixar de lado a execução do programa porque a situação se repetiria este ano. Um ano depois, a situação é a mesma. A Defesa Civil do município esclareceu ontem, que atua apenas na construção de pontes nas ruas e acessos as casas, e que a entrega de madeira, quando necessário, fica a cargo do Estado.

No São Raimundo, o Prosamim retirou a maioria das famílias que historicamente conviviam com o problema da cheia. As casas já foram demolidas, mas nos bairros Glória, Raiz, Educandos e parte do Crespo, por exemplo, a meta não foi alcançada. De acordo com a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), a remoção de famílias no São Raimundo está em fase de conclusão. O bairro da Glória será o próximo a receber as obras do Prosamim. Ainda não há data exata definida, mas o meta é retirar o máximo de famílias entre o final desde mês e o próximo.

No ano passado, dez bairros foram impactados pela cheia na capital. Somente o bairro Glória na Zona Centro-Oeste, 600 famílias ficaram com as casas dentro da água. Há um mês, a Defesa Civil do município construiu quase 600 metros de passarelas no bairro Glória. Um das vias contempladas foi a Oswaldo Cruz onde existem 28 casas. Ontem, A CRÍTICA voltou à rua e constatou que as casas mais próximas ao igarapé estão com o piso submerso. Todas estão cadastradas no Prosamim. 

Os 140 metros de ponte construídos na rua ajudaram, mas atualmente não atendem as necessidades das famílias da área. Os moradores buscaram ajuda de madeira com vereadores e deputados que, na época da campanha, estiveram no bairro, mas sequer foram atendidos.


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