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Manaus
CHUVAS

Chuva está dentro da normalidade em quase todas as regiões do Amazonas

A exceção é no extremo Noroeste do Estado, onde fica o município de Barcelos (a 399 quilômetros de Manaus), que está com a precipitação abaixo da média, de acordo com informações do Sistema de Proteção da Amazônia 23/03/2016 às 10:55
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Manaus deve ficar com tempo nublado até o sábado (26) (Clóvis Miranda)
SILANE SOUZA MANAUS

As chuvas estão dentro da normalidade na maior parte do Amazonas, a exceção é no extremo Noroeste do Estado, onde fica o município de Barcelos (a 399 quilômetros de Manaus), que está com a precipitação abaixo da média. A informação é da chefe substituta da Divisão de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Jaci Bilhalva Saraiva.

De acordo ela, estamos na estação chuvosa, o que significa que o sistema causador da maioria destas precipitações, que é a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), está sobre a região Amazônica. E as chuvas que ocorreram sobre Manaus nos últimos dois dias atingiram várias localidades a Leste do município, como Itacoatiara, Maués, Urucará e também a Oeste como Manacapuru e Manaquiri.

Conforme o Center for Ocean Land Atmosphere Studies (Cola), o prognóstico de precipitação para o período de 16 a 24 desse mês, indica chuvas significativas em grande parte da Amazônia Legal. Tais acumulados podem ser favorecidos principalmente pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Já o prognóstico de precipitação para o período de 24 desse mês a 1º de abril sugere grandes volumes de chuva sobre o território brasileiro, principalmente na região Norte. Tais acumulados podem estar associados à influência da ZCIT e também a eventuais passagens de sistemas frontais, que contribuem na formação de áreas de instabilidade, podendo organizar ou fortalecer a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

Nos últimos 22 dias, o nível do rio Negro em Manaus subiu 2 metros (m) e 59 centímetros (cm). No mesmo intervalo de tempo do ano passado, a elevação foi de 1,14 metro. Porém, naquela época a cota do rio era de 26,10 metros e esse ano é de 22,43 metros, ou seja, 3,67 menor do que em 2015, de acordo com o chefe do Serviço de Hidrologia no Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva.

Nesse período, o Negro subiu até 20 centímetros por dia, o que não deve mais acontecer nesses próximos dias, conforme afirmou Valderino. “A tendência é manter esse patamar diário de 8 a 12 centímetros. É sempre assim, o rio começa a encher devagar, chega ao pico e depois o volume de subida diminui. Pode ter variações, mas dificilmente ele vai atingir novamente cota diária de 20 centímetros”, apontou.


Conforme o monitoramento hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a bacia do Purus, em Boca do Acre, encontra-se em pico de cheia, porém com níveis abaixo da média para época. A cota está atualmente abaixo das observadas no mesmo período, nos anos em que ocorreram as respectivas vazantes.

Na bacia do Negro, no Porto de Manaus, o nível segue em processo de enchente com média de subida de aproximadamente 13 cm ao dia, enquanto na bacia do Solimões, as estações monitoradas estão em processo de enchente com níveis considerados normais em relação às médias para época.

Já na bacia do Amazonas, as estações monitoradas encontram-se em processo de enchente com níveis baixos para época e na bacia do Madeira, em Humaitá, o rio está em período de cheia com níveis normais para época.

Em números
80% é a probabilidade de chover - todos os dias - até a próxima segunda-feira em Manaus. As temperaturas vão variar de 25ºC (mínimas) e 32ºC (máximas), conforme o Centro de Previsões de Tempo e Estudos Climáticas (CPTEC).

Destaque
Na série histórica das cotas em Manaus, 74,11% tiveram o valor máximo anual (cheia) no mês de junho, 19,64% em julho e 6,25% em maio, de acordo com os dados do monitoramento hidrológico do CPRM.

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