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Ciclista vence a sexta edição do Desafio Intermodal realizado pelo Pedala Manaus

O objetivo da 6ª edição do evento que reuniu pedestres, ciclistas, taxis, motociclistas, bicicletas elétricas, triciclo, ônibus convencional e executivo, além de pessoas utilizando patins, serviu para avaliar qual a melhor opção de transporte para a população de Manaus 24/09/2015 às 20:33
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De acordo com o coordenador do Pedala Manaus, Paulo Aguiar, o 6º Desafio Intermodal já é tradicional na cidade de Manaus
augusto costa ---

Pelo quinto ano consecutivo, um ciclista venceu o Desafio Intermodal que foi realizado na noite desta quinta-feira (24) pela ONG Pedala Manaus.  O objetivo da 6ª edição do evento que reuniu pedestres, ciclistas, taxis, motociclistas, bicicletas elétricas, triciclo, ônibus convencional e executivo, além de pessoas utilizando patins, serviu para avaliar qual a melhor opção de transporte para a população de Manaus.  A saída do Desafio foi às 18h no Paço Municipal na Avenida Sete de Setembro no Centro e a chegada foi na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), localizada na Avenida Darcy Vargas, Zona, Zona Centro-Oeste.

Com o tempo de 18m55s, o ciclista Francisco Aquino Santos, 46, venceu o Desafio Intermodal e provou que a bicicleta ainda é a melhor opção para superar ruas engarrafadas no horário de pico nas ruas de Manaus. Aquino participou pela segunda vez da competição e disse que a falta de ciclovias na cidade dificulta a vida dos ciclistas.

“Há dois anos eu pratico o ciclismo. Não existe outro modal melhor em Manaus que não seja a bicicleta. A maior dificuldade foi o engarrafamento na Constantino Nery e os semáforos. Que a população veja a bicicleta com bons olhos. Foi a primeira vez que participei do evento e gostei muito. Precisamos incentivar os ciclistas com a construção de ciclovias”, destacou Santos.

Na categoria patins, o vencedor foi o técnico em eletrônica, Wilson Tadeu, que há dois anos utiliza os patins como meio de transporte. “O trajeto é complicado tem muito transito. Mas, os patins é uma ótima opção e saudável porque é um esporte. Gostei do desafio. Eu queria vencer a bicicleta, mas a vitória escapou por pouco. Os Patins é bem prático podemos colocar na mochila”, recomendou.  

De acordo com o coordenador do Pedala Manaus, Paulo Aguiar, o 6º Desafio Intermodal já é tradicional na cidade de Manaus e todos os na os vem aumentando o número de participantes. Ele disse que a expectativa é despertar a consciência das pessoas que podem usar outros meios transportes não poluentes e mais barato eu ajudariam até a amenizar o caos no trânsito e os engarrafamentos nos momentos nos horários de píco na cidade.

“O objetivo foi avaliar qual o modal mais eficiente para o trânsito de Manaus entre custo, rapidez e emissão de gases poluentes . Pelo quinto ao consecutivo o vencedor do desafio foi à bicicleta. Isso mostra que podemos ter outras opções de transporte de baixo custo e não poluente, além de mais rápido no trânsito caótico de Manaus”, avaliou Aguiar.

Ele relembrou que no ano passado quem venceu também foi um ciclista, mas de acordo com Paulo Aguiar uma bicicleta elétrica também já chegou em primeiro lugar no desafio.

“É muito relativo. Geralmente quem chega em primeiro são os veículos de propulsão humana, principalmente patins e bicicletas. Mas já tivemos a vitória de uma pessoa usando bicicleta elétrica”, disse.

Leonardo Aragão, 25, advogado, que veio num ônibus convencional levou 55 minutos para chegar do Centro até a Universidade do Estado do Amazonas, na Darcy Vargas. “Eu ando de bicicleta no dia a dia, mas hoje participei do desafio utilizando o ônibus. A bicicleta chegou aqui e ainda estávamos esperando o ônibus. Passei por engarrafamento e o calor estava muito forte tinha um termômetro marcado 35 graus”, disse Aragão reclamando do sufoco de usar o transporte coletivo em Manaus.

O motociclista Elcio Oliveira, 41, que participou pela segunda vez do Desafio Intermodal gostou da ideia. Ele disse que mesmo tendo a facilidade de usar o corredor entre os carros ficou pra trás das bicicletas preso no engarrafamento. “Cheguei com o tempo de 30 minutos. O trânsito na Djalma Batista estava complicado na hora do pico. Mas, valeu a experiência”, disse Oliveira.

O participante que estava utilizando o triciclo elétrico chegou em terceiro lugar com o tempo de 19m42s. O transporte alternativo (ônibus executivo) chegou com o tempo de 55m37s. Dois participantes que fizeram o trajeto a pé levaram, mas de uma hora para concluir o trajeto.  


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