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Cinco dias após ser sequestrado, homem é encontrado morto com marcas de tiro na cabeça

Artista plástico e professor de luta livre teria feito ameaças contra um homem que tinha uma dívida com ele. Porém, esse homem foi mais rápido e o matou primeiro 07/06/2015 às 16:41
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Segundo a família, a vítima Geyson Maciel Trindade era esquizofrênico e usuário de drogas
Fábio Oliveira ---

O corpo do artista plástico e professor de luta livre Geyson Maciel Trindade, 33, foi achado ontem, sábado (6), no Km 8 do ramal do Brasileirinho, no bairro João Paulo, na Zona Leste. Ele estava desaparecido desde a última segunda-feira (7), após ter sido sequestrado na rua do Igarapé, onde reside no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus.

De acordo com registro do Instituto Médico Legal (IML), a vítima estava com os pés e mãos amarrados e foi encontrado após uma denúncia anônima feita a policiais da 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), por meio do Disque 190.

Segundo relatório da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o professor de luta livre foi executado com dois tiros na cabeça. O corpo já estava em avançado estado de decomposição. Ele foi levado ao IML e, de lá, foi encaminhado diretamente para o sepultamento, pois não havia como realizar velório.

Para a Polícia Civil, a autoria e motivação do crime ainda são desconhecidas. Porém, para a mãe da vítima, a encarregada de cozinha Glória Maciel, 50, a morte do filho pode estar relacionada com uma dívida que o possível suspeito, de nome não revelado, teria com o professor.

“Meu filho ameaçou uma pessoa, pois esta tinha uma dívida há muito tempo com o Geyson, então pode ter sido isso”, disse a mãe. Ela relatou à reportagem que viu o momento em que o filho foi raptado por dois homens.

De acordo com Glória Maciel, Geyson caminhava na rua onde reside, quando foi abordado por dois criminosos em um veículo modelo Honda Civic, de cor preta e placa não identificada.

Um dos homens desceu do carro e se apresentou como policial civil. “Quando vi o rapaz apontando a arma para o meu filho, eu corri até ele, mas os homens disseram que eram policiais civis e que iram levá-lo até o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), mas ele não foi pra lá”, disse.

Ainda segundo a mãe, o suspeito ainda pediu para que ela entrasse no carro para acompanhar. “Deus tocou no meu coração para eu não entrar no carro, pois se não, eu estaria morta também”, finalizou a senhora, ao acrescentar que o filho era esquizofrênico, pois há seis anos levou uma pancada na cabeça com um taco de baseball em uma casa de forró. Familiares disseram também que Geyson era usuário de drogas.

“Desde esse dia, ele não ficou bom da cabeça, sempre dizia que alguém o estava perseguindo”, disse. Os policiais da DEHS é quem investigam o caso, mas ainda não há nenhuma pista sobre os autores do crime. Uma câmera de vigilância filmou parte do sequestro e as imagens devem ser analisadas pela Polícia Civil.

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