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Circunstâncias da morte de pedagoga são obscuras

Ela foi morta por bala perdida, durante um tiroteio entre policiais e bandidos na manhã de hoje (25), quando fazia uma caminhada no Coroado 3. A PM não confirma se o tiro que a matou foi disparado por um policial, mas prendeu um dos agentes envolvidos no tiroteio 25/08/2015 às 20:30
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Ana Cristina tinha 49 e foi atingida enquanto caminhava na avenida Beira Mar
acritica.com Manaus (AM)

A funcionária pública Ana Cristina Ferreira Viana, 49, saía todos os dias para caminhar às 5h30 da manhã. Às 6h30 ela retornava e às 7h seguia para o trabalho. Na manhã de hoje (25), a rotina de Ana Cristina foi interrompida para sempre. Ela foi vítima de bala perdida durante seu exercício matinal na avenida Beira Mar, bairro Coroado 3, Zona Leste.

As circunstâncias da morte da funcionária pública são obscuras. Segundo vizinhos do local do crime, Ana Cristina foi surpreendida por um tiroteio entre policiais militares e bandidos. A TV A Crítica informou que imagens de câmeras de segurança no local permitiram identificar um PM como o autor do tiro – e que ele está preso.

A corregedoria da polícia não confirmou a informação sobre a autoria do disparo, mas admitiu que há um policial preso por conta do caso. Segundo o corregedor auxiliar da PM, coronel Euler Cordeiro, apenas um laudo poderá indicar quem deu o tiro fatal.

Cordeiro informou que todas as armas usadas pelos militares da guarnição estão sendo periciadas. E que o aspirante, comandante da viatura e que não teve o nome revelado, está preso porque omitiu informações sobre o tiroteio. “Ele omitiu, dizendo que portava apenas uma pistola, quando na verdade estava também com uma sub-metralhadora”, afirmou.

Socorro

Momentos após ser atingida, na manhã de hoje, Ana Cristina foi levada às pressas para o HPS João Lúcio por militares da 11ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), segundo informou a filha Jéssica da Silva, de 19 anos.

Porém, o genro da vítima, o mecânico Kelton Oliveira, 40, falou com PMs na unidade hospitalar e os mesmos não souberam informar o que havia acontecido. “Achei estranho o fato da polícia estar lá e, quando fui perguntar, disseram que não aconteceu nada, mas a recepção informou que quem a trouxe foi a polícia”, explicou.

Uma investigação foi aberta na Corregedoria Geral de Secretaria de Segurança Pública (SSP) para verificar se o tiro que vitimou a funcionária pública partiu de um policial militar da 11ª Cicom ou de um bandido. O corregedor-geral adjunto, Julio César Queiroz, afirmou que está acompanhando o caso.

“Como há essa suspeita, nós estamos acompanhando junto à Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da Polícia Militar que está colhendo depoimentos para saber se há envolvimento ou não dos policiais”, disse. 

Os PMs foram ouvidos  no Comando Geral da Polícia Militar. Em sua primeira versão, disseram que encontraram a vítima já baleada

Versões

Em nota, a assessoria da PM informou que uma guarnição fazia patrulhamento na Cosme Ferreira, quando foi acionada por um homem não identificado. O denunciante dizia que havia uma mulher caída e ferida na avenida Beira Mar, Coroado.

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