Sábado, 24 de Agosto de 2019
Manaus

Cirurgia para a correção de incontinência em pacientes oncológicos é realizada em Manaus

As cirurgias - cinco, ao todo - foram realizadas na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas FCecon



1.jpg Cirurgia foi realizada na Fcecon
08/10/2014 às 14:54

Mais uma cirurgia inédita foi realizada na rede pública, pela Secretaria Estadual de Saúde (Susam). Trata-se do procedimento para correção de incontinência urinária, em pacientes oncológicos que passaram por tratamento de câncer de próstata. As cirurgias - cinco, ao todo - foram realizadas na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), referência na região.  Os procedimentos foram bem sucedidos e os pacientes já receberam alta. “Esses homens, que antes precisavam fazer uso, constantemente, de fraldas geriátricas, agora terão mais qualidade de vida e voltarão ao convívio social, já que é muito comum, nesse tipo de sequela, o comprometimento do bem-estar físico, emocional e psicológico do paciente”, ressaltou o diretor-presidente da FCecon, Edson de Oliveira Andrade.

De acordo com o chefe do Serviço de Urologia da FCecon, urologista Giuseppe Figliuolo, a incontinência urinária ocorre quando não é mais possível ter controle sobre a urina que sai da uretra. No caso dos pacientes submetidos às cirurgias, eles receberam próteses de dois tipos diferentes – esfinter urinário artificial (três) e slings (2) -, materiais que possuem um único fornecedor no mundo e que são de alto custo. “A unidade de um esfinter custa R$ 50 mil e do sling, R$ 8 mil. As próteses foram adquiridas com recursos exclusivos da FCecon, via Susam”, ressaltou. Após a colocação das próteses, os pacientes recuperaram a continência.

Conforme Figliuolo, durante o tratamento do câncer de próstata, esses cinco pacientes foram submetidos a um tipo de procedimento denominado prostatectomia radical, o qual consiste na remoção de toda a próstata. Como na ocasião já estavam com o câncer em estágio avançado, a equipe médica indicou a cirurgia, considerada altamente complexa, na qual cerca de 5% dos pacientes acabam adquirindo a sequela.

“ Após constatado que o paciente ficou curado do câncer, aí sim pode-se investir na reabilitação”, explicou o especialista. Os pacientes reabilitados têm entre 60 e 70 anos e as cirurgias, minimamente invasivas, duraram, em média, duas horas, cada uma. “A ideia é que esta cirurgia vire uma rotina no hospital, que hoje é considerado referência no diagnóstico e tratamento do câncer em toda a Amazônia Ocidental e que vem evoluindo, diariamente, nas técnicas cirúrgicas, sempre buscando melhorias para o paciente”, afirmou.

Figliuolo explicou que participaram das cirurgias, consideradas como treinamento, ele, o urologista da FCecon, George Lins, dois médicos convidados da Santa Casa de São Paulo (SP), além de três médicos residentes do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), vinculado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Entre médicos, técnicos, enfermeiros e instrumentadores, cerca de 20 pessoas participaram dos procedimentos. A iniciativa contou com o apoio da Sociedade Brasileira de Urologia, secção Amazonas.

*Com informações da assessoria de comunicação.

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