Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019
DEPOIMENTO

Cirurgião defendeu conduta de técnicos de Enfermagem envolvidos em suposto estupro

Delegado que investiga o caso informou que mais membros da equipe médica da maternidade Moura Tapajóz serão ouvidos



tapaj_z.JPG Cinco pessoas foram ouvidas sobre suspeita de abuso de mulher após uma cesariana. Foto: Divulgação
12/07/2017 às 19:57

O inquérito envolvendo dois técnicos de enfermagem suspeitos de estupro na maternidade Moura Tapajóz, localizada no bairro Compensa, na Zona Oeste da cidade, será concluído na próxima semana, segundo informou o delegado do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP) Démetrius Queiroz, responsável pelo caso.

Ele afirmou também que ainda ouvirá quatro profissionais que trabalham na maternidade. Segundo o delegado, até esta quarta (12), cinco pessoas foram ouvidas no distrito policial, mas ainda aguarda dois pediatras, um anestesista e obstetra auxiliar.



“Convocamos esses quatro funcionários da maternidade para virem a delegacia e até a semana que vem decidiremos se haverá indiciamento ou não. Concluiremos o inquérito e mandaremos para a Justiça. Semana que vem será encaminhado porque não vamos mais ter o que fazer”, afirmou Demétrius Queiroz.

O delegado também contou que o médico responsável pela cirurgia confirmou a versão dos técnicos. Conforme ele, em depoimento, a sala é muito iluminada e não teria como uma pessoa passar despercebida e todos se veem desde o início da cirurgia.

“Ele (médico) disse que eles (técnicos) não teriam como entrar e não ver o pai e não saber quem seria o pai porque eles até conversaram com ele antes da cirurgia”, disse.

Queiroz relatou que, no depoimento dos técnicos, eles falaram que conversaram antes da cirurgia com o marido da paciente e não tiveram nenhum desentendimento. “Eles falaram que conversaram com o pai e que se houvesse uma terceira gravidez seria de risco porque essa já era a segunda, e informaram até sobre um que tem lá de planejamento familiar”, afirmou.

Segundo o delegado, um dos funcionários trabalha há 11 anos na saúde e o outro há sete. Nesse período, não havia nenhum caso questionando a conduta dos técnicos. “Ambos nunca responderam nenhuma sindicância. Antes disso nunca houve nenhum fato que desabone a conduta deles”.


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