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Ciúmes por suposta traição ou dinheiro teriam motivado morte de oftalmologista em Manaus

Polícia desvenda o caso e revela os assassinos e o mandante do homicídio do oftalmologista Egídio Correa Lira, morto a tiros no próprio carro, mês passado. O mentor e a vítima eram “amigos” 03/12/2015 às 12:27
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José Altair da Silva Cunha (à esquerda), de 48 anos, é apontado como mandante do crime
Joana Queiroz Manaus (AM)

Ciúmes por uma suposta traição ou dinheiro teriam motivado o assassinato do médico oftalmologista Egídio Correa Lira Junior, 37, morto com três tiros à queima roupa dentro do próprio carro no dia 1º de novembro deste ano.

Os envolvidos no assassinato foram presos ontem pela Polícia Civil, em cumprimento de mandado de prisão preventiva, e apresentados nesta quinta (3) à imprensa. No total, cinco pessoas participaram do homicídio do oftalmologista: José Altair da Silva Cunha, 48; Dennis do Nascimento Araújo, 41; Cleiton Araújo Viana, 26; Weverton Fernandes Marques, 19; e Jailly Contreira de Souza, 33.

José Altair é apontado como mandante do crime. Ele disse em depoimento que a sua esposa e o oftalmologista teriam um relacionamento amoroso e isso seria o motivo do assassinato. Entretanto, a polícia desconfia de uma transação em cheque de R$ 830 mil, envolvendo uma empresa que faliu. Segundo a polícia, Altair e Egídio eram “amigos” e tinham uma parceria financeira. Altair teria interesse no dinheiro.

De acordo com policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), responsáveis pelas investigações, o suspeito José Altair compareceu no dia do velório do oftalmologista e chorou bastante, sendo o último a sair. Ele também foi ao Instituto Médico Legal (IML) e ainda teria exigido pagar a cerimônia fúnebre.

Para ver o médico morto, José Altair teria oferecido R$ 10 mil a pistoleiros para matarem o oftalmologista, porém só pagou metade dessa quantia, R$ 5 mil.

Sequestro e confissão

No local das prisões dos suspeitos, os policiais da DEHS conseguiram recuperar três armas de fogo e diversos objetos da vítima. O veículo Volkswagen Gol, de cor vermelha e placas NOU-0037, usado para sequestrar o médico, também foi recuperado. Conforme a polícia, a quadrilha confessou o crime e contou os detalhes de como tudo ocorreu.


Armas e munições usadas no crime. Winnetou Almeida

Segunda perícia

Na terça-feira (1), uma nova perícia do Instituto de Criminalística (IC) foi realizada no carro da vítima, onde aconteceu o crime. O objetivo era coletar impressões digitais no veículo e comparar com as digitais dos suspeitos presos, para acabar com qualquer dúvida sobre a autoria do crime. O resultado do exame será divulgado daqui a 30 dias

Entenda o caso

O corpo de Egídio foi encontrado por volta das 10h30 do dia 1º de novembro, domingo, enrolado em um cobertor no banco de trás do seu carro, uma picape modelo Ford Ranger de placas JXN-9631 e cor prata, na rua Eixo Norte, no bairro Distrito Industrial, Zona Leste da cidade.

A vítima estava com três marcas de tiro no peito, à queima roupa. Dentro da picape tudo estava revirado, e o aparelho de som e o celular da vítima não estavam lá. Muitas embalagens de chiclete e alguns medicamentos foram encontrados no carro.

Vida pessoal da vítima

Egídio Corrêa tinha um escritório no edifício Rio Negro, no Centro de Manaus, e morava em uma casa na rua Monsenhor Coutinho, também no Centro, Zona Sul. Ele foi visto pela última vez por vizinhos saindo de casa, por volta das 9h de domingo.

Segundo a polícia, Egídio era um médico bem conceituado profissionalmente e tinha uma vida equilibrada. Ele possuía um carro, uma lancha e um jet-ski, além de ter namoradas. Nas eleições de 2008 o médico havia sido candidato a vereador no município de Autazes, pelo Partido Verde (PV).

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