Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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TRAGÉDIA

‘Clima é de comoção’, dizem amazonenses que trabalham nas buscas em Brumadinho

Grupo Suçuarana informou que muitos corpos estão mutilados e sem membros. Equipe atua na região onde ocorreu o maior impacto da “onda” de lama


04/02/2019 às 19:49

“Muitos corpos estão mutilados e achamos alguns membros, estão em pedaços muitos cadáveres, infelizmente”, relata Celso Ventura, diretor regional do grupo Suçuarana, unidade de Manaus, que está em Brumadinho, Minas Gerais, ajudando nas buscas dos desaparecidos da tragédia.

O grupo Suçuarana já localizou pelo menos três membros inferiores (pernas) ao longo do córrego do Feijão. A região onde foram encontrados foi onde recebeu o maior impacto do “Tsunami” de lama após o rompimento da barragem da Vale. 

As partes dos corpos foram achadas com ajuda da cadela Hera, pertencente a um investigador da Polícia Civil do Amazonas. O animal do agente de segurança é especialista em achar cadáveres e também na localização de pessoas desaparecidas. “A Hera é treinada para faro de cadáver e busca e resgate”, ressaltou o investigador.

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De acordo com um dos fundadores do Suçuarana, Celso Ventura, o policial civil usa o próprio animal dele – particular – em ações de resgate. “Com ajuda da cadela Heras, do nosso amigo policial, conseguimos localizar membros inferiores na região do córrego do Feijão, que foi uma área que foi muito atingida pelo grande ‘Tsunami’ de lama”, explicou ele.

Ventura descreveu o local como uma área de total destruição e de comoção. “Já participamos (grupo) de várias outras ocorrências, mas nada similar a de Brumadinho, é a primeira vez. E o clima total é de muita tristeza e comoção entre sobreviventes e a equipe emergencial, muito triste”, disse.

O grupo Suçuarana possui sedes em São José dos Campos, Sorocaba, ambos em São Paulo e também em Manaus e é formado por 16 pessoas. O grupo é especializado em resgate em ambiente de mata fechada, o que culminou no convite da Defesa Civil de Minas Gerais para participar das buscas. “Fomos convidados e aceitamos”, enfatizou.

As buscas em Brumadinho iniciam às 8h da manhã. “Aqui tem horário pra iniciar, mas não para acabar as buscas, nós quando achamos algo, sinalizamos o local e acionamos por meio de GPS os Bombeiros para realizar a remoção”, contou ele. O grupo é composto por diferentes profissionais, mas que possuem conhecimento em resgate. O grupo deve ficar em Brumadinho até dia 15 deste mês.

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