Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
Merenda

CMM cobra explicações da Semed sobre falta de merenda em escolas da capital

Debates na Câmara provocaram ida de parlamentares ao centro de distribuição da secretaria. Segundo titular, acompanhamento nas escolas é o principal obstáculo



EDU.MS-R36.gif Vereadores se reuniram com secretária municipal no centro de distribuição da Semed (foto: Márcio Silva)
20/05/2016 às 19:45

Vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) cobraram explicações da Secretaria Municipal de Educação (Semed) sobre a merenda escolar das escolas públicas da cidade. A mesa-redonda ocorreu  após parlamentares da oposição lançarem acusações sobre a gestão na CMM por meio de reclamações relativas à falta de alimentos em alguns locais de ensino.

As críticas partiram dos vereadores Waldemir José e Professor Bibiano, ambos do PT, no entanto, nenhum dos parlamentares compareceu à reunião. Durante a semana, os vereadores comentaram na tribuna da CMM sobre falta de merenda em escolas da zona urbana e áreas ribeirinhas. 

Por conta disso, a vereadora e presidente da Comissão de Educação da CMM, Therezinha Ruiz (DEM), convidou os parlamentares para uma visita ao centro de distribuição da Semed, localizado na Zona Centro-Sul. “De fato a logística é complicada, são mais de 500 escolas e é preciso ter uma grande estrutura. Estamos confiando que isso chegue de fato na ponta que é nas escolas”, disse Therezinha, afirmando que irá encaminhar um relatório à secretaria informando aspectos que precisam ser melhorados. 

“Uma das coisas que eu identifiquei é a questão dos ares-condicionados nas escolas. Tenho recebido muitas reclamações, e a secretária disse que as duas empresas estão se desdobrando para que melhore e nós vamos acompanhar”, declarou a vereadora. 

A secretária da Semed, Kátia Schweickardt, explicou que nove variáveis complexificam o trabalho da merenda escolar, entre eles a aquisição dos alimentos e o armazenamento, porém, ela avalia que o acompanhamento nas próprias escolas é o principal gargalo da secretaria.

“Não está faltando na escola e ainda às vezes existe a sensação de que falta. Acontece situações de a merendeira não gostar de peixe ou não é a proteína que ela quer porque os alunos não comem. Isso se resolve com a mudança na manipulação. Temos batalhado com cursos de formação pra que os pratos sejam mais atrativos, mas sobretudo, cobramos o cumprimento do cardápio”, declarou.

Posicionamento

Schweickardt também comentou sobre a polêmica dos recentes projetos de lei lançados na Assembleia Legislativa e Câmara que tratam sobre a proibição de discussões sobre política e religião - do deputado Platiny Soares (DEM) - e também sobre gênero e orientação sexual - do vereador Marcel Alexandre (PMDB). 

“A gente tem o nosso posicionamento pedagógico e institucional sobre como devemos tratar os temas que interessam a formação das crianças.  Eu tenho que preparar esses meninos e desenvolver neles competências e habilidades para as transformações sociais. Eu eu vou resolver isso proibindo esse ou aquele tema? Não. A gente está no mundo da informação e da tecnologia. As crianças têm acesso. O que eu tenho que fazer? É proibir o debate, ou ensiná-los a ter visão crítica para fazer os filtros, para ler a sociedade em que eles vivem?”.

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