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Manaus
SISTEMA

Cobrança de taxa do estacionamento rotativo Zona Azul é adiada e valor reduzido

Prefeitura decidiu prorrogar gratuidade do sistema de estacionamento, que acabaria neste sábado (17), e diminuir o preço – anteriormente de R$ 3 – por hora 16/02/2018 às 18:34 - Atualizado em 16/02/2018 às 18:45
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Sistema está funcionando de modo experimental e gratuito há um mês e é alvo de tanto de elogios quanto de críticas. Foto: Jair Araújo
Silane Souza Manaus (AM)

A cobrança de taxa do sistema de estacionamento rotativo Zona Azul, implantado há um mês no Centro de Manaus, que começaria a ser feita neste sábado (17), foi adiada. A prefeitura, que ainda definirá um novo prazo para a cobrança, anunciou nesta sexta-feira (16) que deve reduzir o valor cobrado por hora. O novo preço não foi divulgado.

“Estamos promovendo a democratização das vagas de estacionamento no Centro de Manaus, oportunizando o trabalho formal para dezenas de ex-guardadores (flanelinhas) e queremos que todo o processo de adaptação da população ao Zona Azul seja tranquilo e transparente”, disse o prefeito Artur Neto (PSDB).

No serviço, o usuário pode visualizar as vagas disponíveis por meio do aplicativo, pelo celular. Ao chegar ao local, estaciona e regulariza a sua vaga, efetuando o pagamento por hora – valor ainda não informado.

Tal pagamento também pode ser feito através do portal www.zamanaus.com.br ou pelo aplicativo “Zona Azul Manaus”, disponível gratuitamente nas lojas Google Play ou Apple Store. O Consórcio Amazônia está firmando parceria com os lojistas do Centro, para habilitar alguns pontos de vendas de créditos.

Cada vaga do sistema Zona Azul é dotada de sensor, que vai detectar a hora em que o veículo estacionou. O veículo poderá permanecer estacionado por no máximo 3 horas. O motorista que ultrapassar este prazo poderá ter o veículo autuado pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).

O motorista de aplicativos Lucas Sena, 23, defende o funcionamento do sistema pela criação de emprego que promoveu, visto que absolveu alguns guardadores de veículos (flanelinhas) para atuar como monitores do Zona Azul. Contudo, não acha justo pagar R$ 3 por hora e, ainda por cima, poder ficar apenas por três horas no local. “As pessoas terão que resolver rápido as coisas. Isso será complicado”, afirmou.

Daniel dos Santos, 30, outro motorista de aplicativos, acredita que a cobrança de taxa vai organizar o fluxo de veículos nas ruas do Centro, além de possibilitar mais vagas de estacionamento. “Os empresários e vendedores deixavam o carro o dia todo na vaga. Agora ninguém vai poder fazer isso então teremos mais vagas disponíveis. O pagamento da taxa é viável. Mas tem que ser cobrado logo para não virar bagunça”.

O sistema Zona Azul está funcionando desde o dia 17 de janeiro, deste ano, na fase educativa do serviço, sem cobrança de taxa, apenas com orientação à população. De acordo com a Prefeitura de Manaus, a rotatividade das vagas vai proporcionar aproximadamente 20 mil oportunidades de estacionamento por dia, nas ruas em que o serviço foi implantado.

Início com 1,5 mil vagas e previsão de cinco mil no total

O novo sistema de estacionamento rotativo implantado pela Prefeitura de Manaus no Centro será operado pelo Consórcio Amazônia, inicialmente, com 1,5 mil vagas. A previsão era chegar a um total de três mil em um mês de funcionamento, sendo que a meta é que, em três meses, cinco mil vagas estejam funcionando.

As vagas de estacionamento estão disponíveis na avenida Eduardo Ribeiro e nas ruas 10 de Julho, Barroso, Henrique Martins, Rui Barbosa, 24 de Maio, Costa Azevedo, Marçal, Dona Libânia, Monsenhor Coutinho, Tapajós, Lobo D’Almada, Joaquim Sarmento, José Clemente, Ramos Ferreira, Frei Lourenço e Ferreira Pena.

De acordo com a prefeitura, o Zona Azul é um sistema que irá organizar e democratizar o fluxo de estacionamento de veículos no Centro. Vai funcionar de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, de 8h às 17h. No domingo não haverá cobrança pelo sistema.

Previsão  do CTB

A implantação do sistema de estacionamento rotativo no Centro Histórico da capital amazonense, conforme a Prefeitura de Manaus, segue diretrizes do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), visando a mobilidade urbana nas grandes cidades, além de proporcionar maior fluidez ao trânsito, por meio da organização de vagas nas vias.

Moradores insatisfeitos

Apesar do funcionamento em modo de testes há um mês, o sistema Zona Azul não foi bem aceito por todos. A resistência maior é dos donos de casas construídas há décadas no Centro, tempo em que não havia necessidade de garagem, que agora terão que pagar estacionamentos privativos ou mudar de endereço, uma vez que não poderão deixar os veículos estacionados em frente de casa.

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