Segunda-feira, 15 de Julho de 2019
PRECIOSIDADES

Colecionador expõe selos temáticos de Natal em agência dos Correios no Centro

A agência fica em frente à Praça do Congresso e funciona de segunda a sábado, de 8h às 17h



colecionadores_D8DA0A62-0398-470A-9445-2CDA9C6B8B41.JPG Exposição do acervo de selos natalinos de Jorge Bargas fica aberta até o fim deste mês na agência da rua Barroso . Foto: Antonio Lima
23/12/2018 às 16:48

Em tempos em que a vida, literalmente, passou a ser “online”, a maioria das pessoas já não tem mais o hábito de mandar cartas. Muitas também não sabem o motivo do selo colocado nela. Os pequenos papéis que contam histórias através de figuras, fotos e desenhos surgiram como uma espécie de pagamento para evitar que o destinatário da carta a recusasse.

A tradição e a produção desses itens vêm se perdendo com as modernidades tecnológicas da comunicação e, na contramão desse movimento, milhares de pessoas do mundo afora cultivam o hábito de colecionar os selos.

Em tempos em que a vida, literalmente, passou a ser “online”, a maioria das pessoas já não tem mais o hábito de mandar cartas. Muitas também não sabem o motivo do selo colocado nela. Os pequenos papéis que contam histórias através de figuras, fotos e desenhos surgiram como uma espécie de pagamento para evitar que o destinatário da carta a recusasse.

A tradição e a produção desses itens vêm se perdendo com as modernidades tecnológicas da comunicação e, na contramão desse movimento, milhares de pessoas do mundo afora cultivam o hábito de colecionar os selos.

Os colecionadores, chamados filatelistas, têm clubes por todo o Brasil e mundo. Em Manaus, um deles está fazendo uma exposição de parte da sua coleção com mais de oito mil exemplares.

O aposentado Jorge Bargas, 73, diz que começou a gostar de selos quando tinha mais ou menos 13 anos. Hoje, ele preside o clube de filatélicos na capital. Eles se encontram duas vezes por mês, em uma agência dos correios no Centro, para trocar experiências e discutir temas relacionados aos seus acervos.

“Nessa época eu não colecionava exatamente, eu apenas juntava porque eu fui incentivado por outros colegas que tinham coleção. Só que naquela época ainda não tinha aquele gosto para entrar realmente no colecionismo porque era muito pouco ainda, não tinha muita gente para trocar. Então eu ia juntando. Já fui organizar mesmo e virar de fato colecionador com mais de 20 anos. Foi quando comecei a me dedicar e me entrosar com o pessoal que já colecionava mesmo”, conta.

Para ele, a coleção é uma viagem no tempo e uma verdadeira aula de história, pela qual as pessoas podem saber sobre esporte, músicas, história de prédios públicos, arte de modo geral. “É muito aprendizado. Uma aula para quem gosta e quem quer entender e saber mais sobre as coisas. Eu sou um filatelista temático. Tenho três temas que eu gosto e me dedico mais, que é o Natal, esportes e instrumento musicais, que inclui músicas, danças e tudo relacionado a isso. No próximo ano, em fevereiro perto do Carnaval, quero fazer uma exposição sobre esses selos dos instrumentos. Uma nova exposição com esse contexto”, explica.

Até lá, quem quiser saber mais do clube e dessa arte de colecionar, pode conferir a exposição temática de Natal que ele expôs na agência dos Correios da rua Barroso, no Centro da capital. O local, em frente à Praça do Congresso, funciona de segunda a sábado, de 8h as 17h. Lá o colecionador conta um pouco sobre essa arte e sobre a história por trás de cada selo postal.

Quer sugerir tema?

Segundo os Correios, as emissões de selos são definidas pela Comissão Filatélica Nacional, a partir das propostas recebidas da população. Qualquer pessoa pode mandar propostas para emissão de selos, dede que tenham temas relevantes sobre artes, arquitetura, cultura popular, datas comemorativas ou fatos históricos, esportes, fauna, flora, personalidades, meio ambiente, turismo e outros.

O interessado pode obter informações no site dos correios http://www2.correios.com.br ou se informar em uma agência dos correios mais próxima.

EUA e Brasil foram pioneiros   

O primeiro selo do mundo é conhecido como Penny Black e surgiu na Inglaterra, em 6 de maio de 1840, dentro da reorganização promovida no serviço postal daquele país por Rowland Hill. 

O Brasil foi o segundo país do mundo a emitir selos. O primeiro foi lançado em 1843 com a famosa série “Olho-de-boi”. Já os primeiros selos comemorativos foram emitidos no ano de  1900 e celebravam o 4º Centenário do “Descobrimento do Brasil”.

Reuniões quinzenais

Atualmente cerca de 20 pessoas fazem parte do clube local e se encontram duas vezes por mês em um espaço localizado na mesma agência dos Correios onde ocorre a exposição. No local, eles trocam experiências e relembram um pouco de como tudo começou, tanto no contexto colecionador como no histórico dos produtos.

Nas reuniões, a funcionária dos Correios Maria Natividade recebe e direciona os encontros do grupo. Ela ainda não se considera uma filatelista nata, mas têm na ponta da língua as informações sobre esse pequeno papel cheio de história e arte. Ela lamenta hoje a baixa produção de selos.

“A produção no geral diminuiu  por conta de questões tecnológicas e não acabou ainda devido a esses apaixonados. Antes as regionais tinham agências filatélicas, mas  com as mudanças foram fechadas. Hoje cada regional ficou responsável por ter um cantinho para atender essa demanda. Mas, a diminuição das tiragens torna mais difícil para quem continuar com isso no futuro, porque quando acaba a tiragem não existe mais aquele selo”, disse.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.