Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
SINAL VERMELHO

Colesterol alto é fator de risco para doenças cardiovasculares, alerta especialista da área

Médico chama atenção para problema e ressalta importância de hábitos saudáveis, como uma alimentação adequada e a prática de atividade física. De acordo com ele, 20% da população amazonense tem colesterol elevado



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08/08/2018 às 15:28

O colesterol é primordial para o funcionamento do corpo humano, porém, em excesso, pode causar diversas doenças, entre as quais, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) – derrame. No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, nesta quarta-feira (08.08), o cirurgião cardiovascular Anderson Terrazas, do Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), chama atenção para o problema e ressalta que pode ser evitado, desde que sejam adotados hábitos saudáveis, como uma alimentação adequada e a prática de atividade física. De acordo com ele, 20% da população amazonense tem colesterol elevado.

Terrazas explica que há dois tipos de colesterol: o HDL (alta densidade) e o LDL (baixa densidade). O primeiro é considerado “bom” para a saúde. Já o segundo, é “ruim”. Segundo ele, o LDL contribui para a formação das placas de gordura nas artérias, que podem causar entupimento e ocasionar infarto e derrame, além de outras doenças arteriais, que levam à sequelas ou à morte. O HDL, por sua vez, age como um “lixeiro”, carregando o LDL para longe das artérias e de volta para o fígado, onde é quebrado e eliminado do corpo. Mas o HDL não elimina completamente o LDL, apenas entre um quarto a um terço.

Ficar, portanto, atento para os níveis de colesterol no sangue e mantê-los controlados, reforça o cirurgião, é importante para o bom funcionamento do organismo. “O colesterol não é somente algo que acumula no seu corpo, como a gordura na sua cintura. Ele tem várias funções, como produzir alguns hormônios, manter cada célula em funcionamento, absorver vitaminas lipossolúveis, entre outros. Em torno de 70% do colesterol total é produzido pelo organismo, mais especificamente no fígado. Os outros 30% são provenientes de nossa alimentação”, comentou.

Conforme Anderson Terrazas, uma das grandes vilãs no aumento do índice de LDL, o colesterol prejudicial, é a alimentação incorreta, representada pelo excesso de gordura animal e gorduras trans, bem como de carboidratos e doces em geral. “O ideal é ter uma alimentação balanceada, com menos carnes vermelhas, alimentos industrializados, arroz, macarrão e doces, por exemplo, e mais carne magra e branca, como dos nossos peixes, e saladas e frutas. Vale salientar que a prática de atividade física também é essencial para o controle do colesterol ruim”, pontuou. 

O fator genético, ou seja, de origem familiar, é outro que influencia no índice de LDL. O cirurgião cardiovascular da Susam enfatiza que pessoas com esse histórico na família, a partir de 25 anos de idade, devem fazer a dosagem do colesterol regularmente, a fim de controlar o problema. “Se você sentir tonturas, mal estar e descobrir que tem colesterol alto, o recomendado é procurar um cardiologista para fazer uma avaliação cardiológica e o controle do colesterol. Essa avaliação é indispensável para homens a partir de 40 anos e mulheres a partir de 35 anos”, disse.


A data – O Dia Nacional de Combate ao Colesterol foi instituído em 2003, com o objetivo de conscientizar a população sobre as doenças decorrentes da elevada taxa de colesterol sanguíneo, sobre a importância do controle da doença e como é feito o tratamento. Atualmente, cerca de 40% dos brasileiros tem colesterol alto e, aproximadamente, 300 mil pessoas morrem por ano no país, em decorrência de infartos e derrames, de acordo com o Ministério da Saúde (MS).


A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) classifica o colesterol alto como uma doença silenciosa, cuja identificação ocorre somente por exames de sangue, que devem ser realizados a pedido de um médico. A prevenção é o melhor caminho para cuidar desse problema. Se você já tem colesterol alterado, o recomendando é manter o tratamento indicado pelo médico e tomar a medicação corretamente.

No ano passado, a SBC, em conformidade com orientações já adotadas em outros países, diminuiu as taxas de referência para os níveis de colesterol considerados seguros. No caso do LDL (colesterol ruim), pessoas com risco cardíaco muito alto devem ficar abaixo de 50 mg/DL; no HDL (colesterol bom), o desejável é um índice acima de 40 mg/dl; e no colesterol total, abaixo de 190 mg/dl.

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