Quarta-feira, 03 de Junho de 2020
Manaus

Colombianos que foram presos com ‘skank’ conseguem habeas corpos e são soltos

O bando foi preso em flagrante no dia 4 do mês passado com aproximadamente 16 quilos de skank encontrados pela polícia enterrados no quintal de uma casa na rua Tocantins, bairro Novo Aleixo, Zona Leste



1.jpg Os peruanos foram presos em flagrante no dia 4 do mês passado com aproximadamente 16 quilos de skank encontrados pela polícia no quintal de uma casa
21/04/2015 às 18:46

O procurador de Justiça, Nicolau Libório dos Santos Filho e o promotor de Justiça da 1ª Vara Especializada em Combate ao Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), Alberto Rodrigues Nascimento Júnior, deram parecer favorável à revogação da liminar concedida pela desembargadora da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Encarnação das Graças Salgado, que colocou em liberdade a quadrilha de narcotraficantes colombianos formada por Fernando Torres Alvarez, 40, o “Flaco”; Edwin Sneider Puentes Alvarez, 27; Campos Elias Valencia Medina, 66, e Lia Montenegro de Valencia, 58.

Libório e Alberto Nascimento ainda opinaram pela decretação da prisão preventiva do bando, como forma de garantia da ordem pública da instrução criminal e da aplicação da lei penal. O bando foi preso em flagrante no dia 4 do mês passado com aproximadamente 16 quilos de skank encontrados pela polícia enterrados no quintal de uma casa na rua Tocantins, bairro Novo Aleixo, Zona Leste. Além da droga foram apreendidos R$ 4,9 mil em dinheiro.



A quadrilha toda foi colocada em liberdade após 37 dias, por decisão da desembargadora, que fundamentou a sua decisão para a concessão do habeas corpus. Mesmo com a demora no envio do inquérito policial à Justiça, de acordo com os membros do Ministério Publico, o parecer foi devidamente concluído e encaminhado à Justiça, via Departamento de Revisão, Avaliação e Distribuição da Polícia Civil (Drad), no dia 1º de abril deste ano, isto é, antes dos 30 dias previstos em lei para a conclusão do inquérito.

Apesar do parecer do Ministério Público, até ontem a decisão da desembargadora era mantida. De acordo com informações da Polícia Civil, ainda não há nenhuma informação de que o bando ainda esteja na cidade. Outro ponto é que eles não estão sendo investigados, já que não há nenhuma mandado de prisão preventiva decretada para eles.

De acordo com o promotor Alberto Nascimento, a prisão preventiva dos criminosos seria medida hábil para a instrução criminal e assegurara a aplicação da lei penal e, ainda como garantia da ordem pública, uma vez que “trata-se de indivíduos de alta periculosidade e que soltos, permanecerão a desenvolver atividades de tráfico ilícito de entorpecentes”.

“Por serem colombianos e estarem com seus passaportes, é possível que evadam-se do País, sem, contudo cessarem suas atividades criminosas em nossa região”, comentou o promotor Alberto Nascimento.



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