Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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Terminal 3 da Cidade Nova (Foto: Jair Araújo)
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PARALISAÇÃO

Com 100% dos ônibus parados, população fica ‘ilhada’ nos terminais de Manaus

Por volta das 11h, os rodoviários começaram a recolher os coletivos de volta às garagens num ato que paralisa totalmente o serviço, neste quarto dia consecutivo de greve


01/06/2018 às 12:19

Por volta das 11h desta sexta-feira (1º), quarto dia consecutivo de greve, os rodoviários de Manaus começaram a recolher os coletivos de volta às garagens, após terem paralisado mais de 4 horas na região central da cidade e no Terminal 1 da av. Constantino Nery. Agora, com 100% da frota de ônibus parada, a população ficou “ilhada” nos terminais.

No Terminal 5 do bairro São José, Zona Leste, tudo estava deserto, sem ônibus, já às 11h. Os rodoviários deixaram de circular naquela região da cidade e também retornaram às garagens. Segundo funcionários do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Manaus (Sinetram) no local, os ônibus que chegavam apenas desembarcavam passageiros e seguiam para as sedes das empresas de ônibus.


Terminal 5 do São José (Foto: Felipe Menossi)

“Agora vou ter que seguir a pé nesse sol quente. Vou dar um jeito de ir cortando caminho até chegar em casa”, disse o aposentado Alberto Rocha, de 86 anos, que esperou cerca de uma hora no T5 a linha 072 para seguir até o bairro Armando Mendes, também na Zona Leste.

O vendedor Pedro Santana, de 55 anos, trabalha há dez anos no T5. Fechando a barraca devido à ausência de passageiros, ele relatou que as constantes paralisações têm prejudicado a renda dele. “Essas paralisações prejudicam muito a gente e nossa economia. Eu pago todas as minhas dívidas aqui dessa banca. É uma grande perda na cidade”, disse ele.


Garagem da Global Green (Foto: Felipe Menossi)

Na garagem da empresa de ônibus Global Green, localizada ao lado do T5, mais de 240 ônibus estavam parados. A empresa possui cerca de 1.500 funcionários, que foram liberados do expediente.

De acordo Carlos Alberto Santos, membro do Sindicato dos Rodoviários, a entidade cumpriu a decisão da Justiça e liberou 30% da frota hoje. No entanto, as próprias empresas teriam decidido recolher toda a frota. “Pelo sindicato continuaria rodando 30%, mas depois de um caso de agressão no Centro e um ônibus quebrado, as próprias empresas decidiram recolher os ônibus”, disse ele.

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T3 e garagem da Eucatur


Terminal 3 da Cidade Nova (Foto: Jair Araújo)

No Terminal de Ônibus 3 da Cidade Nova, localizado no bairro Cidade Nova, Zona Norte, a situação é a mesma. O terminal vazio, sem ônibus e os usuários do transporte ilhados. Segundo o Sinetram, os veículos começaram a ser recolhidos no T3 para as garagens também por volta das 11h. Os motoristas apenas deixavam os passageiros no local.

Logo ali perto do T3 fica a sede da empresa Eucatur, também na Cidade Nova. No local, um dos diretores do Sindicato dos Rodoviários, Norinei Soares, comentou que a categoria decidiu voltar para as garagens para que confissões fossem evitadas. “Chegou até nós a informação que uma cobradora tinha sido baleada no Centro da cidade, mas não sabemos se isso procede. Também soubemos que alguns ônibus foram apedrejados. Então, para a segurança de todos pedimos o retorno dos trabalhadores para a garagem”, comentou.


Garagem da Eucatur (Foto: Jair Araújo)

Conforme o sindicalista, até o momento não existe prazo para que o transporte público volte a funcionar na capital. Além disso, muitos trabalhadores das empresas de ônibus começaram a encerrar o expediente e voltar para casa. “Paramos 100% e não temos prazo para voltar. Já liberamos os motoristas e cobradores. É muito provável não temos serviço mais no dia de hoje. Esperamos resolver isso o mais breve possível”, afirmou.

O motorista Sandro Silva, 38, que atua na empresa de transporte Eucatur, comentou que decidiu aderir o movimento grevista para reivindicar o reajuste salarial. “Hoje eu ainda trabalhei nas primeiras horas da manhã, mas agora como sindicato mandou a gente parar, voltamos para a garagem. Estamos lutando pelos nossos direitos. Merecemos este reajuste”, destacou.

A cobradora Eliane Anveres, de 42 anos, destacou que “a luta da categoria é grande”. “Eu trabalho na Eucatur há mais de 11 anos e sempre lutamos muito para conquistar tudo. Dessa vez não é diferente. Queremos o nosso reajuste e estamos batalhando por isso”, completou.

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