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Com 35,5 graus diários, população sofre com a alta temperatura e usa várias formas para se refrescar

Com poucas chuvas nos últimos dias e a umidade mais baixa do que de costume, os manauenses lançam mão de diversas estratégias para aliviar o calor 24/08/2015 às 10:01
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O intenso calor de quase 40 graus fez milhares de pessoas procurarem os balneários
juliana geraldo ---

“Está quente demais”, reclamam os manauenses em diversos pontos da cidade. Ontem foi o dia mais quente do ano em Manaus, até, o momento, conforme previsão feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Amazonas. Com 35,5 graus e umidade relativa do ar de 40%, o índice de calor registrado nos termômetros da cidade chegou a 39 graus, às 14h.

Com poucas chuvas nos últimos dias e a umidade mais baixa do que de costume, os manauenses sofreram com a alta temperatura e lançaram mão de diversas estratégias para aliviar o calor. A saída mais procurada foram os balneários e complexos turísticos da cidade.

Às 10h de ontem, a praia do Complexo Turístico da Ponta Negra estava repleta de banhistas. “A opção é a água, para beber e tomar banho. Saímos de casa cedo pra aproveitar o banho de rio. Não dá pra ficar nem dentro de casa porque é muito abafado”, conta a autônoma Josiane Conceição que saiu da Cidade Nova na Zona Norte para aproveitar o dia na praia, na Zona Oeste.

Estratégias

Quem também saiu de casa para fugir do calor, acompanhada do marido e dos três filhos, foi a dona de casa, Rosilene da Costa, 37. Ela contou que nesta época do ano, costuma ir à Ponta Negra todas as semanas.

O estudante Wesley Moreira, 15, optou por uma solução inusitada. Todo coberto de toalhas, ele fica deitado na praia e sai algumas vezes somente para dar um mergulho. “É quente dentro de casa e aqui também. O jeito é se refrescar e se proteger do sol”, comenta.

O balneário Três Irmãos, no quilômetro 23 da estrada que liga Manaus a Manacapuru (AM-070), também estava bastante movimentado. Entre os frequentadores estava o pedreiro, Fenelom Moreira,50, que saiu do bairro Lírio do Vale, na Zona Oeste. Ele reclamou da falta de opções para combater as fortes temperaturas. “Não podemos nos dar ao luxo de ficar em casa com o ar condicionado ligado e pra amenizar o calor temos que ir longe e pagar caro. Há poucas opções públicas para o manauara”, queixou-se.

El Niño

Anteriormente, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Amazonas já havia adiantado que, as temperaturas ficariam mais elevadas do que o normal, neste período do ano. No mês passado quando as temperaturas começaram a subir, o instituto explicou que o fenômeno El Niño é um agravante porque modifica a circulação dos ventos. Dessa forma, ele potencializa o período seco em grande parte da Amazônia.

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