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Com a Ponta Negra interditada, população busca balneários alternativos em Manaus

Mesmo em meio a muitas pedras e sem nenhuma segurança, famílias inteiras se arriscavam na tarde de ontem por “um momento de lazer” na cabeceira da Ponte Rio Negro  02/11/2015 às 12:21
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Com a praia da Ponta Negra interditada os manauaras buscaram alternativas como a cabeceira da Ponte Rio Negro
luana carvalho ---

No primeiro domingo de interdição da praia do Complexo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste, banhistas procuraram outras opções gratuitas para se refrescar, entre elas, a cabeceira da Ponte Rio Negro, no município de Iranduba (distante 27 quilômetros de Manaus). Mesmo em meio a muitas pedras e sem nenhuma segurança, famílias inteiras se arriscavam na tarde de ontem por “um momento de lazer”.

É comum que, neste período do ano, moradores de Manaus e de Iranduba frequentem as praias que se formam com a estiagem. Mas, agora eles têm um incentivo a mais, conforme conta a dona de casa Lúcia Maués, 47. “Eu costumava ir para a Ponta Negra, mas chegamos lá hoje e não podia tomar banho. O único local mais perto e de graça que conheço é aqui. E é maravilhoso também”, conta.

Assim como Lúcia, o rejuntador Daniel Lima, 26, por falta de opção, resolveu levar a família para tomar banho na cabeceira da ponte. “Tem outras opções também como a praia da Lua, mas como moro na Compensa, aqui fica muito mais perto”.

Para ele, o espaço é até melhor que a praia da Ponta Negra, “pois tudo é permitido”. “Dá até pra gente assar um peixe, o que não é permitido em outras praias”, comentou, enquanto ele brincava com os filhos na água.

Pela manhã é o horário de pico do balneário improvisado. Mas tem quem prefira aproveitar a tarde e contemplar o pôr do sol, como o casal Ebenezer e Lúcia Vieira. “Às vezes a gente nem entra na água, pois acho um pouco arriscado, dizem que tem muita arraia aqui. Mas a gente vem mesmo para ver o pôr do sol”.

Interdição A praia da Ponta Negra foi interditada há quase uma semana, por meio de um decreto assinado pelo prefeito Arthur Neto (PSDB), que deve durar por pelo menos 45 dias. Na ocasião, o prefeito informou que a interdição tem como base o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2013, junto ao Ministério Público Estadual (MPE), que determina que, por medida de segurança, o balneário só pode ser aberto ao público quando o rio Negro estiver acima da cota de alerta da vazante, de 16,40 metros.

A interdição, segundo a prefeitura, pretende minimizar os riscos de afogamento enquanto o rio estiver na cota de alerta. Com a vazante extrema, o trecho de água destinado aos banhistas fica mais próximo de buracos de mais de cinco metros, provocados pelo aterramento da praia.

Sem segurança

Enquanto a Ponta Negra está interditada por medidas de segurança, os balneários improvisados também oferecem riscos. Os banhistas não são monitorados por salva-vidas e muitos chegam, inclusive, a fazer ‘fogo’ para assar peixe.

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