Terça-feira, 23 de Julho de 2019
Manaus

Com a vazante do rio, orla do São Raimundo revela ‘lixão’ a céu aberto, na Zona Oeste de Manaus

Visual do igarapé, que a Prefeitura pretende transformar em cartão-postal da cidade, é prejudicado pela quantidade descomunal de detritos despejados por pessoas sem senso de cidadania



1.jpg Área irá receber projeto milionário de urbanização pela Prefeitura de Manaus, mas a poluição incessante tende a vitimar o novo cartão-postal
01/11/2014 às 19:43

Era para ser um dos locais mais bonitos de observação do rio Negro, mas, com a vazante, a foz do igarapé de São Raimundo se revelou uma lixeira a céu aberto e nada atrativa para, por exemplo, o turista que visita Manaus.

A paisagem no local é dominada por garrafas plásticas do tipo PET, restos de móveis, peças de carros, barcos quebrados e muito papel velho. O cenário em si não é novo, ele se repete a cada ano, mas o que é novo é o investimento milionário feito pelo Governo do Estado para urbanizar a orla de São Raimundo e dotar a cidade de um novo espaço de contemplação do rio, o chamado parque Rio Negro, que fica exatamente de frente para a foz do igarapé, o maior de Manaus, com aproximadamente 18 quilômetros de extensão e um desdobramento do igarapé do Mindu.

O parque fica na beira do rio, tem 730 metros de área urbanizada, com ciclovias, mirante e áreas de lazer. Projetada para ser um novo cartão-postal de Manaus, ele custará quase R$ 400 milhões e deverá ser entregue, conforme previsão da construtora Andrade Gutierrez, em dezembro. O prazo inicial era junho, mas foi prorrogado em comum acordo com o governo.

Os futuros usuários do parque, sobretudo no período de vazante, vão se deparar com um cenário nada aprazível e onde predomina a presença de lixo e garrafas PETs, o agente poluidor mais comuns nas águas de igarapés de Manaus e que acabam chegando ao rio Negro junto com as águas poluídas do igarapé.


Para a dona de casa Odina de Souza Dantas, moradora de São Raimundo, a falta de cidadania das pessoas é responsável pelo cenário tenebroso de poluição no local. Ela, contudo, é otimista, pois em anos anteriores o problema era ainda maior. “Quando tinha as palafitas, a sujeira era maior e ainda tinha a poluição visual, agora pelo menos as pessoas estão em boas casas e só falta resolver a poluição jogada no igarapé”, afirma, referindo-se aos novos conjuntos do Prosamim inaugurados neste ano.

Lixeira aquática

Conforme a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), são 793 toneladas de lixo retiradas das águas a cada mês, 26,5 toneladas a cada dia, sendo que dessas 26,5 toneladas, 1,4 é só de PETs.

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