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Com alto índice de infestação, Manaus fica em estado de alerta contra a dengue

Manaus tem índice médio de 2,9% de infestação do mosquito Aedes aegypty. A Zona Leste chega a 5,1% dos casos 05/12/2014 às 22:16
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A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti
Perla Soares Manaus (AM)

O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) do município foi concluído na sexta-feira (5), apontando o índice médio em 2,9%, ou seja, mantendo a cidade em estado de alerta para a doença. Alguns bairros apresentaram um índice de infestação de mais de 3,9%, principalmente na Zona Leste, com uma infestação de 5,1%. As Zonas Norte (2,9%), Sul (1,9%) e Oeste (1,6%) também mantiveram o estado de alerta para a doença.

O secretário municipal de Saúde ( Semsa), Homero de Miranda Leão, fez o comparativo com os três últimos LIRAas e fez  o alerta . “Os últimos dois LIRAas têm a mesma conformação dos bairros que têm  a presença da larva e mosquito, esses lugares  têm risco 1, 2, e 3. Então nós temos hoje o  desenho similar do que já tínhamos, mas claro  que é motivo de preocupação porque temos áreas de baixo, médio e alto risco. Então, onde tem foco  do mosquito tem risco e onde tem risco o mosquito nasce, e isso  precisamos vigiar”, alertou.  

 Homero ainda explicou que toda a campanha de prevenção foi planejada de acordo com o resultado do Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado no período de 3 a 13 de novembro, quando foram vistoriados 27.094 imóveis selecionados por amostragem para a identificação do índice de infestação pelo mosquito transmissor da dengue e, consequentemente, determinando o grau de risco para a doença no município de Manaus, identificando os locais prioritários para a prevenção e controle do mosquito.

No LIRAa, os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito acima da média nos imóveis pesquisados. “É considerado estado de alerta quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito, e satisfatório quando o índice está abaixo de 1% de larvas do Aedes aegypti”, destacou Homero.

As localidades com maior índice de infestação são: Colônia do Aleixo, São José, Jorge Teixeira, Zumbi dos Palmares; Novo Aleixo, Armando Mendes, Nossa Senhora de Fátima I, Águas Claras, Parque das Garças II; Colônia Japonesa; Adrianópolis, Abílio Nery, Ica Paraíba, Nossa Senhora das Graças, conjunto Vieira Alves; Redenção, Dom Pedro, São Jorge, Lírio do Vale e conjunto Augusto Montenegro. 

Segundo o secretário da Semsa, com o levantamento é possível montar um mapa identificando os bairros onde existem uma maior concentração de focos de reprodução do mosquito transmissor da doença. São informações que permitem que a Prefeitura possa elaborar estratégias qualificadas e integradas nas ações de prevenção, envolvendo setores como Saúde, Educação, Meio Ambiente, Limpeza Urbana, entre outros.


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