Publicidade
Manaus
GREVE

Com ato na Praça da Polícia, professores encerram protestos de segundo dia de greve

Mais cedo, eles fizeram uma carreata na cidade. Outro grupo manifestou em frente à sede do Governo do AM, na av. Brasil, Zona Oeste 23/03/2018 às 12:35
Show 98
Foto: Winnetou Almeida
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Com um protesto na Praça da Polícia, no Centro de Manaus, professores da rede estadual de ensino do Amazonas encerraram as manifestações de hoje (23) do segundo dia de greve da categoria. Mais cedo, eles fizeram uma carreata na cidade, saindo da Arena Amadeu Teixeira, na av. Constantino Nery, passando pela Assembleia Legislativa do Estado, na av. Mário Ypiranga, onde a via chegou a ficar interditada, com destino ao Centro. Outro grupo manifestou na sede do Governo do AM, na Zona Oeste.

A coordenadora do Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), Helma Sampaio, afirmou que o Governo do Amazonas continua sem querer conversar com a categoria. Eles pedem reajuste de 35% no salário e outros benefícios. “Hoje a tarde teremos reuniões com representantes das zonas. Amanhã faremos (reunião) com o comando de greve. A partir de segunda-feira começamos com as outras atividades. O governador continua sem querer conversar”, disse.

Segundo os organizadores do ato, da Asprom, mais de 500 pessoas participaram do protesto final na Praça da Polícia. Também conforme a Asprom, a greve já atinge 70% dos professores da rede estadual em todo o Amazonas, na capital e no interior. O professor de Educação Física, Rosenildo Silva, de 42 anos, foi um dos profissionais paralisados. Ele destacou que a categoria está cansada. “Agora chegou o momento de lutarmos pelo nosso reajuste”, completou.

Também na manhã de hoje (23), outro grupo de professores, coordenado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), fez um protesto com caminhada pela avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste da cidade. Eles se concentraram em frente à sede da Prefeitura de Manaus e seguiram até a sede do Governo do Estado.

Deflagração de greve

Na manhã de ontem (22), cerca de dez mil professores coordenados pela Asprom deflagraram greve em um protesto na av. Brasil, em frente à sede do Governo do Estado. Eles interditaram a via e promoveram um dos maiores atos da categoria desde o início das paralisações, na semana passada.  

Já pela tarde de ontem (22), o Sinteam, que é entidade no âmbito legal que representa os professores do Amazonas, acompanhou o movimento das ruas e deflagrou oficialmente a greve da categoria durante assembleia na sede do Atlético Rio Negro Clube.

Paralisações e proposta

Desde a semana passada, os professores da rede estadual de ensino do Amazonas fazem paralisações e atos de protesto em escolas de Manaus e do interior do Estado. Eles exigem reajuste salarial de 30% e mais 5% real de salário, totalizando um índice de 35%. Além disso, a categoria busca manutenção do plano de saúde, que foi cortado para parte deles, e vale alimentação.

No início da semana, o Governo do Amazonas propôs pagar a data base da categoria de 2017 no percentual de 4,57%, o que foi rechaçado pelos professores. Também foi oferecido aumento em R$ 200 do vale-alimentação dos docentes em sala de aula, totalizando R$ 420; promoções verticais de 3.516 professores que concluíram títulos de graduação; extinção da taxa de 6% do vale-transporte; e auxílio localidade de R$ 30 para R$ 200, e até R$ 1 mil dependendo da distância em casos de professores que trabalham em interiores.

Publicidade
Publicidade