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Manaus
AULAS SUSPENSAS

Com calendário escolar suspenso, alunos do Cetam pedem retorno das aulas em Manaus

Estudantes de ensino técnico protestaram reclamando de recesso forçado, de falta de previsão de retorno e exigindo transferência para novo prédio 03/08/2017 às 16:18 - Atualizado em 03/08/2017 às 17:18
Show cetam  3
Foto: Divulgação
Vinicius Leal Manaus (AM)

Alunos de cursos técnicos do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), da unidade localizada no bairro Colônia Oliveira Machado, na Zona Sul de Manaus, iniciaram um protesto na tarde desta quinta-feira (3) na sede do órgão, no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste da cidade, pedindo retorno das aulas e transferência de turmas para um novo prédio. Em recesso forçado por tempo indeterminado desde a última quarta-feira (2), eles reclamam de constantes interrupções no calendário escolar e da falta de previsão de retorno.

“Nosso prédio está interditado devido a reformas e as turmas que iriam se formar ficaram sem nenhuma previsão. No prédio que estamos agora não tem condições de ficar. E ainda tem outras turmas lá que entraram esse ano. Estamos reivindicando que nos troquem de prédio para que as turmas consigam concluir e tenha espaço para os novos”, afirmou Antônia dos Santos, de 44 anos, do curso de Análises Clínicas. “Com essa troca de diretoria, de governo, tudo mexeu e eles não querem resolver”.

Segundo os estudantes, o recesso forçado vem acontecendo desde o mês passado motivado por obras na caixa d’água do prédio do Cetam. “No dia 13 de julho ligaram para nós para avisar que não haveria aula por problema na caixa d’água e que retornaríamos no dia 31, segunda-feira. Só que ontem, dia 2, depois do retorno, a gente estava na sala e duas alunas bateram na porta falando que a professora deu um comunicado que a escola poderia ter nova paralisação e que os alunos seriam prejudicados”, disse Kevyn Rodrigo Ribeiro Braga, 21, do curso de Segurança do Trabalho.

A única informação divulgada pelo Cetam aos alunos foi de uma suposta previsão de retorno após o período eleitoral. “O pedagogo falou que depois da eleição a gente ia receber uma ligação novamente para falar quando ia retornar a aula, mas a gente sabe que com as eleições à beirada aí não vai ser nada resolvido. Tem pessoas que estão lá há quase dois anos e meio de um curso que deveria durar um ano e oito meses, e com dez dias para se formar, e não pode por causa da paralisação”, afirmou Kevyn.

Os alunos também mostraram à reportagem fotos do prédio do Cetam da Colônia Oliveira Machado. Segundo eles, a estrutura está precária. “Quando a gente voltou às aulas na segunda-feira, após quase um mês em casa, deu até vontade de rir. Os corrimões com ferrugem, mictório vazando água e quebrado, o teto com partes da fiação elétrica querendo ceder, buracos. A direção ficou até triste porque eles não querem que paralisem as aulas. Eles sabem os alunos ficam prejudicados”, completou Kevyn Rodrigo.

Reunião no Cetam

Após manifestação em frente da sede do órgão, os estudantes foram convidados para uma reunião com representantes do Cetam. “Eles disseram que são uma nova gestão e que nem estavam sabendo do problema. Eles falaram que estão com licitação de dois prédios e que vão visitar esses prédios para ver se estão disponíveis. Vão licitar e ver se tem como autorizar a gente ocupar, mas não tem previsão. E quem sai prejudicado com isso é a gente”, afirmou Antônia dos Santos.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Cetam questionando sobre as denúncias e reclamações dos estudantes e sobre uma solução para o problema, mas até a publicação desta matéria nenhuma informação havia sido divulgada.

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