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Manaus
REUNIÃO

Com data-base atrasada, Sindicato dos Professores discute reajuste com secretário

Trabalhadores da Educação querem reajuste de 15%, incluindo reposição de inflação e ganho real. Luiz Castro sustenta que deve ser encontrado um ponto de equilíbrio 14/03/2019 às 11:54
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(Foto: Sandro Pereira / Freelancer)
Wal Lima Manaus

Sete dias após um grupo de professores protestar em frente à sede da Secretaria de Estado de Educação, Qualidade e Ensino (Seduc) solicitando o reajustes salarial da categoria em 15% e pagamento da data-base, atrasado desde o dia 1º de março, o secretário de Educação, Luiz Castro, se reuniu com representantes do Sindicato dos Trabalhadores de Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), para discutir sobre os acordos solicitados pela categoria. 

Após a reunião que rendeu duas horas de conversa, o secretário Luiz Castro afirmou que o governador Wilson Lima (PSC) já confirmou um compromisso com a data-base e a reposição da inflação dos últimos doze meses da categoria. Já as outras questões demandadas pela categoria necessitam, segundo Luiz Castro, de um equilíbrio das finanças do Estado, que já vêm sendo discutidas com Secretaria de Estado de Fazenda do Estado do Amazonas (Sefaz).

“Algumas solicitações são de curto e médio prazo e outras não cabem à Seduc solucionar, como o caso do vale-transporte, que depende de uma decisão de esfera legal e não pode ser solucionada por meio de um decreto ou uma portaria do Executivo ou da secretaria, por exemplo. Este é um momento preliminar, mas vamos analisar todas as solicitações e buscar avançar bastante nos entendimentos”, disse o secretário.

Quanto à solicitação de reajuste salarial em 15%, Castro pontuou que seria ideal que a categoria pleiteasse o benefício, mas sustenta que deve ser colocada em pauta a situação econômica e fiscal que o Estado se encontra. “O governo tem a responsabilidade de não nos permitir que cheguemos numa situação insustentável. Não interessa à ninguém que tenhamos salários atrasados, descumprimento da lei, sanções, intenções de empréstimos. Precisamos entrar num ponto de equilíbrio”, acrescentou o titular da Seduc.

Uma nova reunião entre o Sinteam e secretário Luiz Castro foi agendada para o dia 20, ainda sem horário definido. Para esta sexta-feira (15), está agendada para às14h, na sede da Seduc, uma reunião com o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), que além da melhoria salarial, também solicitam 21 itens, que incluem: reposição de 5% relativo à inflação; aumento real de salário de 10%; plano de saúde gratuito para os dependentes; plano de saúde para aposentados; vale-transporte independente de carga horária; eleição direta para diretores e concurso para todos os cargos.

Estão listadas também melhorias trabalhistas, como diminuição de 4 para 3 anos do tempo de progressão por tempo de serviço; punição ao assédio moral praticado por diretores e a implementação da lei estadual 257/15, que determina a quantidade de alunos por sala de aula.

A categoria defende que o reajuste de 15% cabe no orçamento da Seduc em razão dos repasses federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

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