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Com defensas encalhadas, estação do Proama apresenta risco de novo acidente em Manaus

Colisão ocorrida em junho de 2014 deixou cerca de 300 mil pessoas sem água nas Zonas Norte e Leste. COSAMA afirma que área "não é navegável e não precisa de proteção". Defensas estão "encalhadas" em área de mata do local 17/01/2015 às 18:40
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Defensas estão "encalhadas" próximo à estação de tratamento
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Seis meses após 300 mil pessoas ficarem sem água por conta de uma balsa ter colidido contra a Estação de Tratamento de Água (ETA) Ponta das Lajes, do Programa Águas para Manaus (Proama), a área continua apresentando riscos para a ocorrência de outro grave acidente. Atualmente, duas defensas flutuantes, responsáveis pela sinalização da estrutura, estão inutilizáveis e “jogadas” próximo ao local onde ocorreu o impacto. A Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) alega que uma decisão da Capitania dos Portos aponta que a “estrutura não precisa de proteção”.

Hoje, somente três defensas realizam a sinalização da ETA. Outras duas, as quais supostamente foram as atingidas no dia do acidente, estão “encalhadas” a poucos metros das pilastras. Essa é a versão contada por um homem que trabalha próximo ao local. Ele não quis se identificar à reportagem. “Na época do acidente o rio estava cheio, mas as duas (defensas) batidas foram deixadas de lado e nunca mais colocaram. Aqui passa muita balsa... Da forma que está aí não é difícil de acontecer de novo”, alertou.

Em junho de 2014, estrutura foi danificada após colisão (Foto: Luiz Vasconcelos)

Ele conta ainda que desde o acidente nada foi feito para melhorar a sinalização da ETA ou proteger a estrutura. “Se outro barco ficar à deriva, é capaz de bater de novo”, completou.

Laudo

O diretor-presidente da Cosama – órgão responsável pela ETA –, Heraldo Beleza Câmara, afirma que o local “não é canal de via navegável”. Segundo ele, as defensas encontradas por A CRÍTICA não foram recolocadas devido a uma decisão da Capitania Fluvial. “Estamos aguardando um laudo deles, porque eles dizem que não é necessário colocar. Eu acho que não adianta ter defensa... Ela não protege, só sinaliza. Se fosse pra fazer algo que protegesse, era melhor construir outra estrutura mais resistente”, contou.

A Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) informou que a instalação de defensas, para este caso, “não é obrigatória”. “Cabe à COSAMA a decisão de implementar, ou não, este dispositivo”, afirmou por meio de nota.

Apenas três defensas fazem a sinalização do local (Foto: Clóvis Miranda)

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