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Manaus
PERIGO

Com estrutura precária, feira do Alvorada apresenta risco de desabamento

Com as chuvas dos últimos dias, rachaduras e goteiras aumentaram. Segundo feirantes, construção comprometida tem afastado clientela e sido motivo de preocupação aos trabalhadores 01/02/2017 às 19:12
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Cobertura está com rachaduras e feirantes temem que ela desabe (Fotos: Winnetou Almeida)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Sem reforma há um bom tempo e com a estrutura comprometida, com as chuvas dos últimos dias parte da cobertura da feira do bairro Alvorada 1, na Zona Centro-Oeste, se rachou e apresenta risco de desabar. É o que alertam feirantes que trabalham no local e que, temendo uma tragédia, isolaram, por conta própria, uma das entradas da feira para prevenir acidentes.

A preocupação é ainda maior em dias de chuva, como nesta quarta-feira (1º), pois há duas rachaduras nas vigas principais, que dão sustentação ao telhado, sem falar nas diversas goteiras que atrapalham vendedores e consumidores.

“Faz tempo que esta feira passou por reforma e desde lá não houve nenhuma manutenção, logo algo como isso deve ocorrer em breve. O medo é que alguma tragédia possa a vir acontecer”, comentou o feirante Geraldo Farias, 69.

Geraldo trabalha há mais de 30 anos na feira do Alvorada 1. De acordo com o feirante, nos últimos dias a chuva tem sido a maior preocupação deles. “Quando presenciamos o céu a ficar encoberto com nuvens, começa a bater o desespero, pois temos medo que essa estrutura venha a desabar, pois se olharmos com atenção vamos observar os furos nas telhas, as rachaduras... Se bater um vento e acumular muita água no telhado, essa parte rachada pode cair”.

Geraldo disse ainda que a falta de manutenção da feira pode trazer prejuízos para os feirantes. “Optamos por isolar uma das entradas como segurança. Mas quem mora neste lado da feira não vai querer dar a volta no quarteirão para entrar pela outra porta. Espero que venham logo resolver esta situação”, comentou.

Goteiras

O feirante Joaquim Gomes, 53, disse que a feira coberta da Alvorada 1 tem várias situações que precisam ser resolvidas, mas por enquanto a mais preocupante é a da cobertura precária. “É muita goteira. Não se sabe se chove mais dentro da feira ou fora. Por isso essa rachadura. Mas, não é de hoje que tentamos comunicar a prefeitura que as vigas vêm apresentando rachaduras. É preciso o pior ocorrer para que eles decidam vir resolver algo que poderia ser evitado com manutenção. Acho que faz mais de 20 anos que a feira não passa por uma manutenção. Aqui estou há 27 anos e nunca presenciei uma reforma”, disse.

Rachaduras

A feirante Maria da Conceição da Silva Santos, 54, relatou que estava na feira no momento em que ocorreu a rachadura no telhado. A feirante reforçou as críticas dos colegas de profissão, que se disseram “muito preocupados” com as rachaduras na estrutura e um possível acidente por conta disso.

Ela contou que foi durante uma chuva forte que o telhado rachou. “Isso ocorreu na manhã de ontem. Logo que começou a chover, ouvimos um estalo muito alto e parecia que toda a estrutura iria desabar. Em seguida as telhas se racharam  e ficaram do jeito que estão. Mas estamos preocupados, pois essa estrutura pode desabar. Há vigas e isso pesa. Nossa preocupação é que ocorra um desastre, pois essa cobertura não passa por nenhuma manutenção”, criticou a feirante, reclamando da falta de cuidado com a feira, que resultou nos problemas atuais, afastando a clientela e deixando feirantes temerosos.

Órgãos não se posicionam

A reportagem de A CRÍTICA entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), responsável pelas obras em prédios públicos, como é o caso da feira coberta do bairro Alvorada 1, que pertence à Prefeitura de Manaus, e também procurou a assessoria  da Subsecretaria Municipal de Feiras e Mercados (Subsempab), responsável pela gestão das feiras e mercados da capital, mas não obteve resposta sobre os questionamentos feitos pelos feirantes do Alvorada 1 até a publicação desta matéria.

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