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Com fogueiras bloqueando vias, moradores protestam contra falta de energia e valor da conta d'água

Duas manifestações marcaram a noite desta segunda-feira (21), em Zonas distintas da capital: no Cidade de Deus, a população está sem energia elétrica desde a madrugada de sábado, enquanto no Centro, moradores do Prosamim reclamam do valor abusivo cobrado pelo abastecimento de água 22/10/2013 às 00:28
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Moradores do conjunto Gustavo Nascimento bloquearam as duas vias da avenida Camapuã, que dá acesso ao T4/Jorge Teixeira
acritica.com Manaus (AM)

Cerca de 200 pessoas, a maior parte jovens, fecharam os dois sentidos da avenida Camapoã, uma das principais vias da comunidade Gustavo Nascimento, bairro Cidade de Deus, na Zona Leste de Manaus, na noite desta segunda-feira (21).

Com pneus e pedaços de madeiras alimentando a fogueira que bloqueava a rua, os moradores clamam por energia elétrica, que falta na área desde a madrugada do último sábado (19). A manifestação teve início por volta das 20h desta segunda, no trecho logo depois do Terminal 4, localizado no bairro Jorge Teixeira.

Os manifestantes alegam que estão sem o serviço desde 4h de sábado (19) e, quando entraram em contato com a Eletrobrás Amazonas Energia, a empresa havia prometido normalizar o serviço no máximo até às 18h de domingo (20). Parte do bairro só voltou a ter energia depois das 20h de domingo, e apenas uma minoria.


“Como as pessoas vão andar na rua, ainda mais com essa criminalidade?”, indaga a comerciante Francimara França, 22, moradora da rua Francely Nascimento. “Eu mesma já liguei cinco vezes, e outros moradores também, mas ainda não tivemos respostas”, acrescenta Francimara, mãe de um bebê de apenas 6 meses, que sofre com o calor.

Por volta das 22h30, os manifestantes continuavam alimentando o fogo e a avenida seguia bloqueada. Policiais militares da 13ª e 27ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) acompanhavam o ato sem interferir, apenas para “evitar confrontos e garantir a segurança” dos envolvidos, juntamente com o Corpo de Bombeiros.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Eletrobrás Amazonas Energia disse que vai apurar os procedimentos feitos até o momento para reestabelecer o fornecimento de energia naquele local. A assessoria ainda informou que naquela área é comum casos de sobrecarga de energia ocasionadas por ligações elétricas clandestinas.

Protesto no Centro

Moradores do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) também realizaram uma manifestação na noite desta segunda-feira (21), ao fecharem uma parte da rua Ramos Ferreira, no Centro da cidade.

Eles reclamam dos preços considerados abusivos das faturas referentes ao abastecimento de água da área e também contra a decisão do Governo do Estado de remover qualquer grade ou objeto que não faça parte do projeto original do imóvel.

Segundo moradores, a conta de água chega a vir cobrando mais de R$ 1 mil por mês, valor que eles consideram “altíssimos” e incoerentes com a realidade do local.

Outro motivo de revolta na vizinhança é que a Superintendência de Habitação (Suhab) ordenou que os moradores retirassem as grades e desfizessem pequenas obras em seus apartamentos, alegando que o projeto inicial das casas não pode sofrer alteração, “pelo simples fato de estética”, como eles disseram, sem citar as regras que concordaram cumprir ao serem beneficiados com a habitação. A população alega que realizou essas alterações por questões de segurança.

Segundo os moradores, a semana vai ser marcada por manifestações como essa enquanto as autoridades não solucionarem os problemas, principalmente referente à água.

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