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Instituto Filippo Smaldone inaugura espaço para inclusão digital de crianças com surdez

O novo Laboratório de Informática deverá abrir o caminho para a realização de uma série de cursos e atividades pedagógicas para crianças e adolescentes com deficiência auditiva 24/03/2017 às 17:43 - Atualizado em 24/03/2017 às 19:27
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Um grupo de 106 alunos, crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos, foi certificado durante a inauguração do espaço
acritica.com Manaus

Crianças e adolescentes com deficiência auditiva estão ganhando uma nova oportunidade para inclusão digital em Manaus. Com investimentos do Fundo de Promoção Social (FPS) do Governo do Amazonas, o Instituto Filippo Smaldone inaugurou seu novo Laboratório de Informática nesta sexta-feira, 24 de março, abrindo o caminho para a realização de uma série de cursos e atividades pedagógicas por quem é surdo e sonha em aprender a usar as tecnologias virtuais.

Um grupo de 106 alunos, crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos, foi certificado durante a inauguração do espaço. Eles fizeram parte da primeira turma a estudar no lugar. O laboratório que oferece cursos de informática e o apoio pedagógico de crianças e adolescentes com surdez em idade escolar foi montado com investimentos do Fundo de Promoção Social (FPS), presidido pela primeira-dama Edilene Gomes de Oliveira.

"Estamos muito felizes em contribuir com a inclusão digital das pessoas com deficiência auditiva. É um trabalho bonito e grandioso de preparar essas crianças e jovens para o mundo moderno, onde as relações sociais são todas permeadas pela tecnologia, pelo computador e a Internet", destacou a primeira-dama.

Superiora do Instituto, a irmã Alessandra Farias disse que adquirir os computadores de última geração foi uma bênção para a organização. "No mundo de hoje, totalmente tecnológico,  termos uma sala equipada com equipamentos de última geração é uma graça. Eles são incluídos, apesar da deficiência. Aprendem a lidar com o mundo tecnológico", disse.

Para a inclusão digital, as aulas são feitas usando a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O trabalho educacional exige atenção individualizada, diz o professor Joanes Paulo Hajamin. “São aulas multimídias e individualizadas para que não haja nenhuma dúvida no aprendizado. Usamos a Libras, vídeos especiais, aplicativos pedagógicos online e fizemos uma grande interação em sala para que o aproveitamento fosse o melhor possível”, afirmou.

Nessa primeira turma, os estudantes tiveram aulas de informática básica. Aprenderam a manusear o computador, navegar na internet, utilizar softwares para escrever textos, fazer planilhas e apresentações de trabalhos escolares e acadêmicos. O laboratório também é usado para o reforço escolar dos estudantes e para o desenvolvimento de outras atividades pedagógicas. A qualificação ainda não é voltada para o mercado de trabalho, mas a instituição está se preparando para fazer isso no futuro.

"Essa sala nos permitirá que no futuro possamos preparar as pessoas para o mercado de trabalho", afirmou irmã Alessandra.

O Instituto Filippo Smaldone foi contemplado, em 2016, por meio de um termo de fomento do Fundo de Promoção Social. Com isso, recebeu R$ 61 mil para a estruturação tecnológica. Com o recurso foram adquiridos 15 microcomputadores, roteadores, data-show, impressora, condicionador de ar, cadeiras e outros mobiliários escolares.

Gerido pela Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, a organização atua na política de assistência social desde 1984, focando no acesso à educação, saúde e cultura pela pessoa com deficiência auditiva. Atualmente, possui 345 crianças matriculadas, sendo que 130 possuem deficiência auditiva e cursam educação especial. Contudo, a entidade atende, por mês, uma média de 600 pessoas com deficiência auditiva com outras atividades.

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