Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
LOTADA

Com leitos lotados, grávida com sangramento fica em corredor de maternidade em Manaus

A Prefeitura informou que a Maternidade Dr. Moura Tapajós estava com número de pacientes acima da capacidade, mas que a mulher já tinha sido encaminhada para um leito.



deitada_gr_vida_D186427C-1823-4016-9F5F-3A64815BD27E.JPG A dona de casa ficou esperando quase 24 horas para que um leito ficasse disponível (Foto: Divulgação)
02/03/2019 às 17:31

A dona de casa Liane Corrêa da Silva, de 35 anos, grávida de 8 meses, deu entrada nessa sexta-feira (1°), pela segunda vez, na Maternidade Dr. Moura Tapajóz, localizada no bairro Compensa, na Zona Oeste de Manaus, sentindo dores fortes e com sangramento. A mulher ficou deitada nos corredores da maternidade, porque não existia previsão de quando haveria leito disponível para ela.

Segundo João Batista Vital da Silva, de 38 anos, marido de Liane, o primeiro sangramento ocorreu na manhã da segunda-feira (25). “Ela sentiu dor e sangrou um pouco. Na segunda à noite, levei ela na maternidade, mas falaram que era para voltar para casa porque poderia ser normal”, disse João.

Liane seguiu as orientações médicas e retornou para casa. No período que ficou na própria residência, a dona de casa continuou tendo sangramento e sentindo dores. Na tarde dessa sexta-feira (1°), após não aguentar mais o sofrimento da esposa, João a levou de novo na maternidade. “Há mais de 24 horas que estamos aqui. Não tem leito e a dilatação dela fica variando entre 2 e 5 centímetros. A última vez que vi a médica ela não disse nada”.

Enquanto não tinha leito, Liane ficou sentindo dores e sangrando no corredor da maternidade Moura Tapajós. Segundo o marido dela, o pré-natal é feito na maternidade e a gravidez não tem nenhuma complicação. “Já não sei mais o que fazer. Ela continua lá sentindo dores e sangrando”, disse, desesperado.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que a Maternidade Dr. Moura Tapajóz encontra-se, no momento, com número de pacientes acima da capacidade de leitos. Porém, a referida paciente foi levada para o leito 18, em trabalho de parto prematuro, gestante de 34 semanas, colo dilatado para 2/3 cm, BCF 144bpm.

A Semsa completou que a conduta adotada pela equipe médica foi: internação e medicação da paciente enquanto aguarda a evolução do trabalho de parto.

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