Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
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Com mais de 25 anos de magistério, professor do AM comemora fim da greve

“Nós enfrentamos muitas dificuldades, mas em nenhum momento ninguém fraquejou e nem retrocedeu", disse Jeferson da Costa Santos



professor_123_581A43F7-7D21-4D99-9FCE-F702A0160F37.JPG Foto: Paulo André Nunes
25/05/2019 às 19:19

Já tendo visto muitas greves da Educação em sua vida, o professor Jeferson da Costa Santos, de 62 anos, era um dos mais experientes mestres neste sábado (25) na assembleia geral que deliberou o fim da greve da categoria no Amazonas.

“Já vi muitas greves desde os tempos do (ex-governador) Gilberto Mestrinho (1928-2009)”, comentou ele, professor há 26 anos, com sorriso no rosto e acompanhando a movimentação no auditório do Sindicato dos Urbanitários, na Cachoeirinha, na Zona Sul de Manaus.

Segundo ele, esta greve teve uma coisa muito particular em relação às outras. “Esta paralisação foi diferente na sua construção e na atuação das bases verdadeiramente falando. E a atuação do sindicato dando todo o apoio necessário para essa base. Eles confiavam um no outro”, disse ele, professor de Educação Física do Ensino Fundamental 2 do Centro Estadual de Jovens e Adultos (CEJA) Paulo Freire, localizado na avenida Ayrão esquina com Constantino Nery, na Chapada, Zona Centro-Sul.

Para o professor, a greve foi vitoriosa. “Nós enfrentamos muitas dificuldades, mas em nenhum momento ninguém fraquejou e nem retrocedeu. Sempre caminhamos para a frente e, assim, conseguimos fazer com que o Governo do Estado tivesse um histórico real desta categoria que realmente sabe o que quer”, disse o mestre.

Mestres do interior destacam força da categoria

O interior também esteve representado na assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), há pouco. Entre eles os professores Helder Alves, de Urucará, e Alda Benevides, de Rio Preto da Eva. 

“A greve foi muito positiva para mostrar a força que a categoria tem. Nós percebemos que ao longo de muitos anos a Educação era sempre utilizada como discurso de prioridade, mas na prática é totalmente diferente. É uma tristeza para nós, como categoria, termos saído à greve, mas voltamos às atividades agora bem fortalecidos com a união e com a perseverança de cada profissional que compôs essa luta”, disse Helder Alves, representante do município distante 260 quilômetros da capital.

Já Alda Benevides contou que a exemplo de outros municípios, “em Rio Preto da Eva o povo não recuou, foi forte, corajoso, e estávamos todos juntos e sem levar na brincadeira, pois ser professor não é brincadeira”.

Segundo a professora da cidade distante 80 km de Manaus, “a greve chegou ao fim com todos juntos e com vitória”. Após, como se estivessem de alma lavada, os dois mestres se reuniram a outros professores e ao comando de greve do Sinteam para cantar o Hino Nacional.

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