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Manaus
Rua do Fuxico

Com medo de assaltos, comerciantes tiram dinheiro do bolso para pagar seguranças

Na tradicional rua do Fuxico, oficialmente av. Brigadeiro Hilário Gurjão, no bairro Jorge Teixeira, comerciantes chegam a gastar entre R$ 200 e até R$ 7 mil com segurança 16/07/2016 às 14:16
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Os assaltos na rua do Fuxico ocorrem sempre durante o dia (Foto: Fábio Oliveira)
Fábio Oliveira Manaus (AM)

Por conta da onda de assaltos que aterroriza os comerciantes da avenida Brigadeiro Hilário Gurjão, conhecida como rua do Fuxico, localizada no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus, muitos estão se reunindo para pagar seguranças particulares.

A reportagem foi à rua e conversou com empresários, funcionários e donos de estabelecimentos comerciais. Muitos informaram que gastam entre R$ 200 e até R$ 7 mil com segurança, para que o estabelecimento não seja alvo de bandidos.

O dono de distribuidora de bebidas, Júlio Teles, de 50 anos, relatou que seu imóvel já foi arrombado meses atrás. Segundo ele, os bandidos invadiram o estabelecimento e roubaram vários paletes de refrigerantes.

Os assaltos na rua do Fuxico ocorrem sempre durante o dia, mas precisamente quando a loja é aberta ou depois do almoço. Segundo o empresário, a maioria dos lojistas fecha as portas às 17h30, por conta do perigo da noite.

Outro empresário, que preferiu se identificar apenas como “Edno”, contou que já chegou a gastar R$ 7 mil por mês com segurança. “Aqui se não fizermos a nossa segurança, agente fica no prejuízo”.

No início do mês, uma comerciante de 32 anos teve a família amarrada por um casal de assaltantes. Ela relatou que os bandidos levaram quase R$ 2,5 mil após o crime.

Em outro assalto que ocorreu na quarta-feira (13), também na rua do Fuxico, um homem de bicicleta entrou no estabelecimento e levou R$ 5 mil em espécie. O imóvel foi assaltado oito vezes em 15 dias. A caixa Marluci Azevedo, 57, questionou a falta de viaturas na área e exigiu mais policiamento.

Viaturas na área

Em nota, a Polícia Militar informou que a área do Fuxico é atendida pela 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). Segundo a corporação, o capitão Daniel Segadilha, comandante da 30ª Cicom, informou que o policiamento na área é realizado observando os dados estatísticos da “mancha criminal” e também por meio de reuniões comunitárias.

Conforme a nota, as reuniões são realizadas junto com os moradores, onde há um planejamento para tentar diminuir os crimes na região. Segundo o capitão, além das viaturas, a Cicom também atua a pé e sempre nos pontos onde há maior índice de assaltos. A população pode solicitar a presença da viatura por meio do número 190.

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