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Manaus
INSEGURANÇA

Moradores pagam por policiamento particular para viver um pouco em paz

Medo de ter a casa invadida por criminosos é algo que atormenta os moradores dos conjuntos Vila Nova e Ben Hur 08/10/2017 às 20:15 - Atualizado em 09/10/2017 às 08:41
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(Foto: Gilson Melo)
Fábio Oliveira Manaus (AM)

O medo de ter a casa invadida por criminosos ou o estabelecimento comercial assaltado é algo que atormenta os moradores e comerciantes dos conjuntos Vila Nova e Ben Hur. A região, localizada no bairro Cidade de Deus, Zona Norte, tem sido alvo fácil dos bandidos. Cansados de conviver aflitos, os residentes decidiram pagar por um policiamento particular para poder viver um pouco em paz.

“Os principais alvos são residências e os furtos acontecem durante a tarde, no horário de almoço, quando as ruas estão vazias”, informou Marcos Aurélio, presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Vila Nova. O pai dele, Marcos Aurélio, relatou que os assaltos continuam sendo frequentes e que a Polícia Militar é pouco vista nas ruas do conjunto, por isso a contratação do serviço foi necessária.

Uma aposentada de 60 anos relatou que ainda sente medo ao sair de casa para jogar o lixo ou caminhar – algo que fazia com frequência, mas deixou de lado por causa da violência. “Sempre olho pela janela da minha casa, vejo o movimento, tenho medo de jogar o lixo, saio correndo e até deixei de caminhar com meu esposo porque os roubos estão acontecendo cada vez mais”, relatou.

Uma moradora do Ben Hur, de 42 anos, contou que os bandidos mataram seu cachorro e tentaram entrar na casa onde reside, mas não tiveram sucesso. “Uma vizinha viu e os bandidos fugiram, mas envenenaram meu cachorro para poder entrar na casa”, relembrou.

A solução para os moradores foi aderir a um programa de ronda comunitária oferecido por uma empresa particular, que há aproximadamente um mês se instalou no conjunto. Porém, nem todos aceitam a modalidade e questionam a qualidade do serviço. Intitulada “Patrulheiros do Bairro”, os seguranças atuam com motocicletas, fazem rondas nas ruas e até escoltam moradores quando são requisitados.

Entretanto, segundo o morador Marcos Aurélio, as rondas iniciam apenas às 21h e encerram às 5h. “É até um serviço bom, mas eles não ficam 24h. Ficam em um horário em que muitos moradores já estão em suas casas e os assaltos ocorrem mais de dia, na hora do almoço”, explicou. A empresa conta apenas com quatro patrulheiros para uma média de mais de 200 casas e cobra R$ 70 de cada residência.

A reportagem tentou contato com o proprietário da empresa, mas o mesmo não atendeu a imprensa. Além da segurança privada, a 13ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) também atua no local.

Maníaco

Em 2010, uma fisioterapeuta de 34 anos foi sequestrada ao sair de casa na rua 11 do Vila Nova. Ela foi abordada na garagem por dois homens em uma moto. O caso mais recente no conjunto Ben Hur foi do “Maníaco do Ben Hur”, que estuprou ao menos quatro mulheres. Ele ainda não foi preso.

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