Domingo, 12 de Julho de 2020
LEVANTAMENTO

Com premiação para policiais, apreensão de armas cresce 13% no AM

Mais de 2 mil armas foram tiradas de circulação. Rocam lidera ranking de apreensões, de acordo com o Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Amazonas



images_86A5D62E-A46D-48A0-8BF6-033453495344.jpg Foto: Divulgação
31/01/2020 às 08:54

O número de armas de fogo apreendidas no Amazonas registrou aumento de 13,13% no último ano, se comparado ao levantamento de 2018. Ao todo, foram retiradas de circulação 2.396 armas ilegais. De acordo com o Instituto de Criminalística da Polícia Civil do AM (IC-PCAM), o dado registrado em 2019 é o maior em três anos.

A Unidade especializada da Polícia Militar, as Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) foram as campeãs de apreensões.



Dentre as armas mais apreendidas estão revólveres (34,97%), pistolas (21,12%) e espingardas (12,6%). Além desse armamento, foram apreendidos também fuzis e rifles, armas que são empregadas pelo tráfico de drogas, geralmente, para a escolta das drogas, como explica o delegado Paulo Mavignier, diretor do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil.

“Em 2019, a Rocam apreendeu 601 armas de fogo, retiradas das mãos dos infratores, o que impacta nos índices de criminalidade relacionados a roubo, extorsão, sequestro, sem contar com o crime de tráfico de drogas, que é um crime que sempre está associado ao porte ilegal de arma de fogo”, enfatizou o subcomandante da Rocam, capitão Kaio Rodrigo.

“Esse armamento vem aparecendo por conta das escoltas em carregamento de drogas que vêm da tríplice fronteira, seja de Letícia, Tabatinga e Santa Rosa, no Peru, ou na região do rio Japurá ou rio Içá. Antigamente, essas armas eram usadas em escoltas de droga e voltavam para sua origem, hoje são negociadas com a própria droga”, explica.

Premiação

Sancionada em 2019 pelo governador Wilson Lima, a Lei n° 5.044 prevê premiação em dinheiro para policiais que apreenderam armas de fogo em serviço. A medida é tida como positiva pelo comandante Kaio Rodrigo, que acredita em um aumento da produtividade da polícia com a nova lei.

“Essa lei vem para bonificar e reconhecer o trabalho do policial militar, que cada vez mais se empenha nas ruas para reduzir a criminalidade. Ao retirar armas de fogo, os índices, consequentemente, irão cair. O espírito da lei é que o policial seja recompensado pelo seu esforço”, finaliza.

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