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Com uma série de vantagens, mais de 200 camelôs são retirados do Centro de Manaus

A ação, coordenada pela Secretaria Municipal do Centro (Semc), ocorreu na manhã deste domingo (1°) ao longo de seis vias. Mas nem empréstimos com carência, auxílios, cursos e infraestrutura espantam o medo de perder clientela com pouca movimentação 01/03/2015 às 12:25
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Ação teve início às 7h e realocou os agora microempreendedores para galeria provisória. Boxes antigos foram retirados das ruas
Natália Caplan Manaus (AM)

Na manhã deste domingo (1°), mais 238 camelôs foram retirados do entorno da Galeria dos Remédios, no Centro de Manaus, pela Prefeitura de Manaus. A ação ocorreu nas ruas Marquês de Santa Cruz, Rocha dos Santos, Barés, Miranda Leão, parte da Floriano Peixoto e na praça Adalberto Vale. Alguns foram realocados para espaços provisórios, enquanto outros foram encaminhados à reciclagem.

Equipes trabalharam desde 7h, organizando a retirada para o camelódromo da Epaminondas ou para a reciclagem, informou uma das coordenadoras do trabalho e integrante da Secretaria Municipal do Centro (Semc), Jáfia Freitas. “Desse total, 235 serão realocados”, disse.


A revitalização do Centro Histórico da capital faz parte do projeto “Viva Centro Galerias Populares”, que completou um mês no último dia 23 e já retirou 1.037 — dos de 2.082 camelôs cadastrados — das ruas. Porém, nem todos os comerciantes — antes considerados informais — optaram pela mudança. Quarenta e sete deles optaram pelo financiamento de R$ 10 mil do Fundo Municipal de Fomento à Micro e Pequena Empresa (Fumipeq).

O empréstimo foi oferecido com carência de sete anos e meio para começar a pagar. “Quem optar pelo empréstimo, entrega a banca e vai montar o seu negócio. Quem permanecer pode ir para a segunda etapa da Galeria dos Remédios ou para o Shopping T4, que tem previsão de ser entregue até setembro deste ano”, disse o titular da Semc, Glauco Francesco.


Segundo ele, quem não quis ser realocado ou receber o financiamento, participam de cursos de qualificação ministrados pela Escola de Serviço Público Municipal (Espi), em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e o Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM). Neste período, eles recebem mensalmente R$ 1 mil da “Bolsa Empreendedor”, mais uma cesta básica.

Apesar de a ação ter o objetivo de não apenas revitalizar o Centro Histórico de Manaus, mas oferecer a oportunidade de os comerciantes trocarem a informalidade pelo empreendedorismo, a maioria deles aponta o mesmo temor: o distanciamento da clientela e, consequentemente, queda nas vendas.


Leia mais no Jornal A CRÍTICA desta segunda (2)

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