Sexta-feira, 03 de Abril de 2020
TRÂNSITO

Com volta às aulas, fluxo de veículos deve aumentar 20% em Manaus

A partir da próxima semana, o IMMU vai realizar palestras com a presença dos pais e na frente das instituições de ensino, com abordagem educativa e distribuição de material informativo para os condutores



ihsvcvsgisdiebjmu_ytyraxdjvhfgrn_c_ms_vib_3BF00D3F-AB3C-4946-967D-61FF67B07B2F.JPG Foto: Antonio Lima
05/02/2020 às 07:41

Com o início do ano letivo nas escolas públicas e particulares de Manaus – algumas já estão em atividade desde meados de janeiro –, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) prevê aumento de 20% do número de veículos neste período. Na tentativa de agilizar a tarefa de deixar e buscar os filhos na escola, pais e responsáveis acabam cometendo infrações como estacionar em fila dupla e estacionar sobre passeio (alta gravidade) e estacionar na contramão e em local proibido por sinalização (média gravidade). 

São os tipos de falta mais comuns registradas pelo órgão, que coordena ações no trânsito e na fiscalização para coibir o transporte ilegal. As multas variam de R$ 130 a R$ 195, com subtração de 5 a 4 pontos na carteira de motorista.



Localizado no conjunto da Zona Centro-Sul de Manaus, um centro educacional possui amplo estacionamento. Apesar da diferença de estrutura e comodidade em relação a outras escolas, o aposentado Roberto Gonçalves, 81, encontra dificuldades para encontrar vagas ao conduzir a neta, que cursa o 9º ano do Ensino Médio, em horários de pico.  “É um problema que não será resolvido. A situação no Centro é pior. Em determinados horários, por volta das 7h e 13h, é difícil encontrar vaga para estacionar. A gente entra e fica rodando. Oxalá tivesse um plano para resolver isso. A organização está feita, falta espaço”, afirmou. 

Desde a época em que cursava o Ensino Fundamental, a assistente administrativa Fany Costa, 24, presenciava condutores estacionando em frente à parada de ônibus do Colégio Militar da Polícia Militar 1 (CMPM 1), no bairro Petrópolis, Zona Sul. O problema continua até hoje, intensificando a fila de automóveis no meio da rua. 

“Aquela parada nunca foi respeitada. Os motoristas têm que esperar os passageiros do coletivo desembarcarem para seguir”, afirma Fany.  Os espaços localizados atrás do colégio e na frente do Batalhão do Corpo de Bombeiros, no entanto, nem sempre têm vagas disponíveis para veículos. “Poderiam aterrar ou construir uma ponte sobre o igarapé e fazer um estacionamento”, sugere a vendedora Vônia Costa, mãe de aluno, referindo ao curso d’água que corta o bairro. Segundo Vônia, estacionamento em local inadequado é a infração mais comum na área. 

As obras para ampliação do sistema viário e a ausência de guardas de trânsito são principais problemas apontados por Elessandra Falcão, 45, que trabalha com transporte escolar há quinze anos. Ela afirma que, em dias de chuva, os pais costumam parar no meio da rua, colocando os filhos em risco, além das filas duplas e até triplas.

“Desisti de levar alunos do Colégio Militar da Polícia Militar 2, na Cidade Nova, porque o trânsito na entrada do Manoa fica parado em qualquer horário por causa das obras no local”, queixou-se. “Não posso deixar a criança chegar atrasada nem demorar para pegá-la”, justifica Elessandra, que contabilizou prejuízo de cerca de R$ 1 mil com a perda da clientela. “Na Constantino Nery, o que salva é a via de acesso à Djalma Batista pelo Parque dos Bilhares para chegar no Centro. Temos que rezar para o trânsito não fica pior”, finaliza.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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