Sábado, 17 de Agosto de 2019
ESPECULAÇÕES

Comando da Suframa no governo Bolsonaro pode ir para nome do Exército

Direção da autarquia federal que administra o Polo Industrial de Manaus deve ir para as mãos de um militar, de acordo com o senador Omar Aziz



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29/12/2018 às 16:26

Com orçamento previsto em R$ 73 milhões, o comando da Superintendência da Zona Franca (Suframa) é o cargo federal no Estado mais cobiçado entre os postos que estão em jogo com a transição do governo Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o senador e ex-governador do Estado Omar Aziz (PSD), para o cargo pode ser indicado um militar. 

“Ouvi falar sobre um militar do Exército que poderá compor a Suframa. Tendo uma pessoa com conhecimento técnico e da nossa região, seja civil ou militar, que esteja apto a ocupar esse cargo, será muito bem vindo por todos nós. Não tenho nomes e nem vou indicar para compor nenhum órgão federal no Estado”, declarou o senador.

Para Aziz, a nomeação de cargos, sobretudo, na Suframa, passa pela discussão do modelo econômico que o futuro ministro da Economia Paulo Guedes está querendo implantar no Brasil e que, segundo o parlamentar, não é favorável à Zona Franca de Manaus (ZFM).

Nos últimos anos, a nomeação do superintendente da Suframa foi visivelmente articulada com o governador da época. A indicação da ex-superintendente Flávia Grosso e da ex-deputada Rebecca Garcia (PP) ao posto, por exemplo, esteva vinculada ao senador e ex-governador Eduardo Braga (MDB). Na gestão Temer, o comando da Suframa passou para Appio Tolentino e à época a designação tinha as mãos do deputado federal Silas Câmara (PRB).

A assessoria do governador eleito, Wilson Lima, informou que aguarda que a indicação de nomes para órgãos federais contemple o compromisso com o desenvolvimento econômico e social do Amazonas e da região amazônica como um todo. “No momento, o governador está dedicado à formação de sua equipe de trabalho para a nova gestão”, diz anota.

‘A decisão é do presidente’ 
Deputado federal eleito pelo PSL de Bolsonaro, com 151.649 votos, Pablo Oliva informou que as lideranças estaduais do partido estão a par das costuras dos cargos federais. “A gente presta auxílio, mas a escolha e a decisão final cabe ao presidente. Ele é o nosso chefe. No futuro, vamos ter novidades”, disse.

Questionado sobre a nomeação do superintendente da Suframa, Oliva afirmou que ainda não está definido o nome e a estrutura do órgão. “Temos no Amazonas mais de 20 repartições federais. Todo o Estado está aguardando um novo tempo de redução de gastos para que se adeque à realidade financeira de cada órgão. Tem órgão federal que mais gasta do que arrecada”, disse.

Pablo afirmou que o presidente Jair Bolsonaro deseja acabar com  as indicações propriamente políticas. “Terminar o ‘toma lá dá cá” que ele não gosta. A tendência é que as repartições sejam geridas por pessoas que trabalham com zelo e competência e sem a necessidade de chancela política. Na Suframa é preciso alguém  com conhecimento de gestão pública e que domine a nossa legislação fiscal”, declarou.

Reduto

Outro órgão estratégico é o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que durante todo o governo do PT e nos dois anos da gestão Temer esteve diretamente ligado ao Partido da República (PR), legenda do  ex-deputado federal Alfredo Nascimento.

Alfredo ocupou o cargo de ministro dos Transportes na gestão de Lula e no primeiro governo de Dilma Rousseff.

O Dnit, órgão vinculado ao ministério dos Transportes, coordena, além das estradas federais, por exemplo, a BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, os portos do interior do Amazonas

Influência

Reportagem de A CRÍTICA do dia 6 deste mês revelou que a nomeação da nova diretora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Antônia Maria Franco Pereira, para comandar a instituição no período de 2019-2022, ignorou a lista tríplice, oriunda da votação pela comunidade científica e do sindicato dos servidores, e teria sido “apadrinhada” pelo Comando Militar da Amazônia (CMA).

A lista
A relação  de órgãos federais, no Amazonas, em que a chefia está em disputa com o início do governo Bolsonaro é composta pelos dirigentes locais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Fundação Nacional do Índio (Funai), Secretaria da Receita Federal, Delegacia Regional da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Delegacia Regional do Trabalho, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Superintendência regional da Caixa Econômica Federal e Correios.
 

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