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Manaus
SARAMPO

Começa hoje (5) reforço nas vacinações contra sarampo nas UBSs de Manaus

Intensificação segue alertas emitidos pelo Ministério da Saúde após casos em Roraima. São 185 salas de vacina espalhadas pela capital 05/03/2018 às 09:27
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Foto: Agência Brasil
acritica.com

A partir de segunda-feira (5), a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), vai intensificar a vacinação contra o sarampo em todas as 185 salas de vacina da cidade, sendo 183 nas Unidades Básicas de Saúde do município e duas em unidades de saúde particulares.

O reforço considera os alertas emitidos pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS), inclusive em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), referente ao surto de sarampo no Estado de Bolívar, na Venezuela, fronteira com Roraima, informando a notificação de 857 casos suspeitos de sarampo, com a confirmação de 465 casos.

A ação também está prevista na nota técnica conjunta das secretarias de saúde do estado e município e Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) com orientações sobre a intensificação das ações de vigilância epidemiológica das doenças exantemáticas e diagnóstico diferencial, e a Nota Técnica Conjunta nº001/2018, que alerta sobre a possibilidade de reintrodução do vírus do sarampo em Manaus e em municípios da área metropolitana do estado do Amazonas.

Para isso, a Semsa recebeu do Ministério da Saúde 30 mil doses da vacina tríplice viral e os profissionais das unidades com sala de vacina estão sendo orientados a estarem atentos a todas as oportunidades de vacinação do público-alvo da vacina.

“É importante alertar à população manauara, que tem a Venezuela como principal destino turístico, os riscos da falta de prevenção contra o Sarampo, doença infecciosa e altamente contagiosa, com transmissão semelhante a da gripe e que pode levar o indivíduo a desenvolver complicações e até ao óbito em consequência da infecção”, destaca o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

Sintomas

O vírus do sarampo encontra-se em circulação há mais de oito meses na Venezuela, colocando todas as regiões vizinhas em alto risco de introdução do vírus. A recente confirmação de um caso importado da doença na cidade de Boa Vista (RR) e o fluxo migratório Venezuela / Boa Vista / Manaus determinou o estado de alerta.

De acordo com a Nota Técnica, é considerado caso suspeito de Sarampo todo indivíduo que, independente da idade e da situação vacinal, apresentar febre e exantema máculopapular (manchas vermelhas na pele), acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior.

Com relação à rubéola, são suspeitos todos os pacientes que apresentarem febre e exantema máculopapular (manchas vermelhas na pele), acompanhado de linfadenopatia retroauricular (nódulos na região atrás da orelha), occiptal (lateral da cabeça) e/ou cervical (pescoço), independentemente de idade e situação vacinal; ou indivíduos com febre, acompanhada de exantema ou linfadenopatia (nódulos ou inchaço) com as características mencionadas acima e que tenha história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior.

Imunização

A vacinação é a principal medida de prevenção do sarampo e rubéola e, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, a mesma deve obedecer aos seguintes esquemas, conforme faixa etária e histórico vacinal:

- Aos 12 meses de idade a pessoa deve receber uma dose da vacina Tríplice Viral (contra Sarampo, Caxumba e Rubéola).

- Aos 15 meses de idade a pessoa deve ser vacinada com uma dose da Tetra Viral (contra Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela) ou, na ausência dessa, uma dose da vacina Tríplice Viral + uma dose da vacina contra Varicela, simultaneamente.

- Crianças de 12 meses a menores de 5 anos que perderam a oportunidade de receber a vacina na idade ideal podem ser vacinadas respeitando o intervalo de 30 dias entre as doses.

- De 5 a 29 anos, há a necessidade de comprovação de duas doses da vacina Tríplice Viral. Não vacinado ou sem comprovação vacinal, administrar duas doses da vacina Tríplice Viral, respeitando o intervalo de 30 dias entre as doses.

- Dos 30 aos 49 anos, se não vacinado ou sem comprovação vacinal, a pessoa deve administrar uma dose da vacina Tríplice Viral.

*Com informações da assessoria de imprensa

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