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Comerciantes do Centro de Manaus não estão otimistas com as vendas de fim de ano

De acordo com lojistas ouvidos por A CRÍTICA, a expectativa mais otimista é de 5% de aumento nas vendas em dezembro, na comparação com o mesmo período do ano passado 02/11/2015 às 12:33
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Ano passado nesse período o clima no Centro era agitado, já nesse ano...
Juliana Geraldo ---

Ainda falta mais de um mês para o Natal, mas, os lojistas do centro da cidade começam a se movimentar para enfeitar vitrines e garantir boas vendas no final do ano. Após um 2015 repleto de surpresas desagradáveis para a economia, aos comerciantes só resta investir em estratégias variadas e adiantar ofertas para tentar, pelo menos, alcançar o mesmo nível de vendas do ano passado.

De acordo com lojistas ouvidos por A CRÍTICA, a expectativa mais otimista é de 5% de aumento nas vendas em dezembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. As principais ruas do Centro, neste sábado, 31, estavam repletas de possíveis consumidores, mas o interior das lojas e principalmente os caixas estavam vazios. “As pessoas olham, pesquisam, mas não compram nada, o movimento está bem devagar”, lamentou a gerente de uma das unidades do Grupo Baiano, Rose Medeiros. Ela, que já espalhou enfeites natalinos por toda a loja, diz que o “dinheiro curto” deve atrasar até mesmo a decoração na casa das pessoas.

“A tradição manda que as casas estejam decoradas entre o dia dois de novembro e o dia 6 de janeiro. Por esse motivo, as pessoas começavam a comprar bolas, árvores e pisca-pisca já na segunda quinzena de outubro. Esse ano, isso não ocorreu”, contou. A gerente da Asya Fashion da Avenida Eduardo Ribeiro, Erenilce Queiroz, também teme pelo pouco movimento para o Natal. “Já estamos trazendo os produtos, e fazendo promoções, mas será um Natal difícil. No ano passado nessa mesma época tínhamos 30 vendedores e ainda contratamos mais para atender a demanda. Esse ano, estou com 11 pessoas e acho que não chegará a 30”.

Estratégias

Tanto do lado de quem compra quanto de quem vende, o clima é de precaução. Na loja Centro da Moda, da Rua Marechal Deodoro, a gerente Ingrid Oliveira, diz que até o investimento em vitrines será mais básico este ano. “Vamos nos focar nos produtos, mas os custos com decoração e contratação estão mais enxutos este ano.

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