Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019
Manaus

Comerciantes do Centro de Manaus tomam medidas preventivas para a cheia

Comerciantes da Manaus Moderna constroem novos pisos para armazenar seus produtos antes que a cheia chegue aos estabelecimentos



1.jpg Com a elevação do piso surge outros problemas, como a proliferação de ratos e animais peçonhentos devido a cheia
13/05/2015 às 09:58

Quem trabalha na rua dos Barés, Centro, está apreensivo, pois os bueiros transbordam quando chove. Para evitar transtornos como a perda de mercadorias, proliferação de ratos e animais peçonhentos invadindo os alimentos, os vendedores do local estão tomando algumas medidas preventivas, como levantar um novo piso nos estabelecimentos.

O comerciante Antônio Viana, 46, investiu mais de R$ 2 mil em madeira e mão de obra, pois há 6 anos o empreendimento é afetado pelas águas da cheia.



O mesmo problema acontece no armazém onde a atendente de balcão Simone Vasconcelos, 29, trabalha há 20 anos. No local foram colocados paletes de madeira para evitar o contato dos produtos com a água, que ainda está distante, porém a atendente acredita que o imóvel será afetado pela cheia do rio Negro.

Na rua Barão de São Domingo, a situação não é diferente. Todos os anos a rua é tomada pelas águas, e o mau cheiro toma conta do local. Por causa disso, o empreendedor Aloísio Cordeiro, 50, mandou reformar todo o piso do restaurante improvisado ao lado da feira Manaus Moderna.

Boa parte dos produtos alimentícios que abastecem a cidade é armazenado na Feira Manaus Moderna, antes de irem para as lojas, mas os únicos que se preocupam com a questão da enchente são os permissionários do pavimento de carnes, como Edivan Cavalcante, 45, que não esquece da época em que teve que sair do espaço e ir para uma área improvisada de madeira, próximo à Feira da Banana em 2009.

Para os feirantes, o principal problema é a infestação de ratos e baratas que podem aparecer por conta da elevação do rio Negro, mas de acordo com os permissinários, a Vigilância Sanitária passa pelos pavimentos, e como ainda não há alagação, a recomendação é apenas para manter o local limpo.

Na Feira da Banana, a administradora do local, Vera Lúcia Nascimento, 36, afirma que toda semana a vigilância Sanitária passa fazendo a fiscalização.

A vendedora ambulante de frutas, Raimunda Costa, 54, disse que realmente uma vez no mês há fiscalização pela Dvisa na área, mas a única situação que ela viu, que seria necessário mudar de local, foi de uma comercialização de açaí perto de um bueiro em frente à feira, de acordo com a vendedora, foi proibido a venda do alimento no local, mas até agora nada mudou e ninguém precisou sair do local.

Saiba mais

A Secretaria Municipal de Trabalho, Empreendedorismo, Abastecimento, Feiras e Mercados (Semtef) informou que no entorno das feiras da Banana e Manaus Moderna, ambas localizadas no Centro, existem aproximadamente 30 ambulantes invasores, que mesmo após terem seus produtos apreendidos diversas vezes pela fiscalização da Semtef, ainda insistem em permanecer na irregularidade.

Apenas na área da Manaus Moderna foram apreendidas cerca de 5 toneladas de frutas e verduras destes ambulantes.

Notificações

Dvisa informou, por meio da assessoria, que na próxima terça-feira iniciará a notificação dos estabelecimentos comerciais localizados na área do porto da Manaus Moderna. a ação de fiscalização sanitária tem contado com o apoio de comerciantes e lojista na construção de pisos mais altos para a armazenagem de produtos alimentícios. Quanto aos vendedores ambulantes irregulares, novas ações deverão ser desenvolvidas em parceria com a fiscalização da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento - Sempab, intensificando as fiscalizações de rotina na área do Porto da Manaus Moderna.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.