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Comerciantes que moram perto da ponte do Tarumã, Zona Oeste, lamentam interdição da via

A obra representa um transtorno passageiro para os moradores, já que a maioria vive do comércio e a clientela não transita como antes 24/02/2015 às 10:16
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Apesar dos problemas, os moradores entendem que a obra é necessária
Cynthia Blink Manaus (AM)

Quem mora na Estrada do Tarumã, Zona Oeste, viu o movimento dos veículos cair devido a recuperação na ponte que cedeu na última quarta-feira (18).

Hoje, a obra representa um transtorno passageiro para os moradores, já que a maioria vive do comércio e a clientela não transita como antes, mas eles reconhecem que a obra é necessária.

O que de fato tem ditado o clima “morto” da avenida é o futuro, pois foi anunciado que dentro de dois anos eles devem mudar de endereço para dar lugar a uma avenida maior, de três faixas, que suporte com mais comodidade o intenso fluxo de veículos.

José Carlos tem 36 anos e há 25 é morador do local. Ele ainda chegou a ver o igarapé do Tarumã limpo, próprio para banho. “Além das lembranças, não queremos sair daqui. A maioria vive do comércio e em outro lugar pode não ser bom para as vendas. Quem tem propriedade por perto aumentou o preço porque sabe que vamos precisar sair. Estamos vendo que famílias inteiras vão ficar desabrigadas”, observa o ex-auxiliar de produção e dono de uma floricultura na avenida Tarumã.

Futuro

O carpinteiro Arnaldo Cruz, 62, que também mora na área desde 1982, denuncia que a Justiça está fazendo distinção entre os que têm propriedades por onde vai passar a nova avenida. “Já está definido que nós temos que sair, mas depois da ponte tem um monte de ‘gente grande’, é desembargador, juiz, político... nesses eles não vão mexer, vão fazer uns desvios na avenida”, afirma.

A duplicação da Estrada do Tarumã e a construção de uma ponte inteiramente nova estavam previstos na construção do Anel Viário Sul, dentro do Projeto Amazonas 2020, do Governo do Amazonas, que prevê intervenções viárias de grande porte em Manaus, como a avenida das Torres – já concluída, e a sua continuação em obras, que é a avenida das Flores.ProjetoA duplicação da pista está prevista no projeto do Anel Sul, que vai duplicar os 8 quilômetros da Estrada do Tarumã, desde o Café Joelza até a avenida Santos Dumont (Estrada do Aeroporto).

A segunda opção, de acordo com a titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), Waldívia Alencar, seria a colocação de pontes cedidas pelo Exército Brasileiro. Waldívia informou que o governador em exercício, Henrique Oliveira, determinou o contato com o Comando Militar da Amazônia – 12ª RM, para solicitar a estrutura. “As pontes utilizadas pelo Exército Brasileiro têm 14 metros de extensão e ficaria no local até a construção da ponte definitiva, que também será duplicada”, explicou Alencar.

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