Publicidade
Manaus
PARQUE DAS LARANJEIRAS

Comerciantes reclamam de queda no movimento por conta de interdição em rua

Além de reclamarem dos congestionamentos, houve redução de até 50% nas vendas em estabelecimentos da área 28/09/2017 às 21:37 - Atualizado em 29/09/2017 às 09:02
Show dcdc
(Foto: Clóvis Miranda)
Danilo Alves Manaus (AM)

Nos últimos dez dias, moradores e comerciantes do entorno da área interditada para a reconstrução de uma ponte com risco de desabamento, na avenida Nilton Lins, bairro Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul, dizem se sentirem presos em um pesadelo. Além de reclamarem dos congestionamentos e da falta de sinalização no local, houve redução de até 50% nas vendas em estabelecimentos comerciais da área, situação que deve permanecer pelo prazo de 60 dias estipulado pela prefeitura, o que preocupa ainda mais os comerciantes. 

Igor Gavinhos, 28, é representante dos lojistas que ficam no entorno da obra. Ele informou que aproximadamente 38 estabelecimentos, como restaurantes, drogarias e postos de combustíveis, registraram queda no movimento de clientes, em menos de dez dias. Um dos comerciantes decidiu fechar as portas temporariamente. “Ele era dono de um ‘foodtruck’ e nunca havia deixado o local, mas precisou sair devido às vendas fracas. Em alguns restaurantes eram vendidos 50 pratos por almoço. Atualmente apenas uma média de 10 refeições são vendidas. Na última sexta-feira, um bar, que antes atendia 25 mesas, prestou serviço para cinco clientes”, contou. 

Gavinhos disse ainda que, apesar da área onde ficam as praças  e outros locais não estar restrita para veículos, muitos motoristas já evitam passar pelo local. “Os motoristas que passam ali são desavisados que dão a volta e vão embora. Perdemos aqueles clientes que antes passavam, olhavam e paravam para comer algo”, explicou. 

O comerciante Paulo Yamada, 57, também teve prejuízos. Ele disse que, nos próximos meses, caso a obra não fique pronta, terá que demitir funcionários para cortar gastos. “Já estamos reduzindo ao máximo nossos custos. E agora que nós perdemos movimento, temo em precisar demitir pessoas. É uma tristeza, já que vivemos do comércio”, lamentou. 

Obra 

O local foi interditado no dia 19 de setembro, por conta do risco de desabamento da antiga ponte, após rompimento da galeria que existe no local, de acordo com a Defesa Civil Municipal. 

Desde julho, a prefeitura começou a atuar na reconstrução   da área. O trânsito no local foi desviado, principalmente, para as avenidas Dallas, no bairro Parque Dez, e Barão de Indaiá, no bairro de Flores.   Além dos carros, as linhas de ônibus 350, 440 , 401  também estão impedidas de passar pelo local e tiveram a rota alterada.  

Ajuda na divulgação

Igor Gavinhos, 28, representante dos lojistas do entorno, pediu mais celeridade à obra e também que a Prefeitura de Manaus ajude os lojistas a divulgar que os locais estão funcionando. “A divulgação é essencial ou nos tornarenos comércios fantasmas”, criticou.

Trânsito ainda é confuso

A empresária Tereza Paula, 44, mora em um condomínio próximo ao local da obra.  Desde a interdição ela passou a levar de 20 a 30 minutos a mais para chegar ao trabalho.  Além disso, ela contou que o congestionamento nas ruas adjacentes aumentou. 

“Antes eu saía às 7h de casa para conseguir chegar ao trabalho às 8h, hoje eu saio 30 minutos antes para  não pegar tanto trânsito, mesmo assim chego ao serviço às 8h20”, disse. 
Para quem não tem carro, como a doméstica Paula Rondon, 32, é ainda pior.  Por conta da mudança nas rotas de ônibus, ela e muitas pessoas precisam andar um pouco mais para ir ao trabalho. Alguns se arriscam ao passar no meio da obra. “São 500 metros e para quem tem problemas nos joelhos não é brincadeira. Como não tem placa indicando nada, nós ‘cortamos caminho’ por aqui mesmo”, comentou. 

LEIA MAIS

Obra da prefeitura mostra que Manaus está longe de ser a ‘cidade inteligente’ prometida

Obra da Prefeitura irrita moradores do entorno do igarapé do Passarinho

Publicidade
Publicidade