Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
MEDIDA

Comércio do Centro de Manaus sente impacto do coronavírus

Equipe esteve nas ruas para saber como anda o comércio e o dia a dia do trabalhador



centro_865C6D2B-4D98-4925-9A3A-DEA88590EBD4.JPG Devido à pandemia funcionários do comércio no centro da cidade começaram a sentir queda no movimento das vendas. Foto: Sandro Pereira
17/03/2020 às 21:44

A equipe de reportagem  foi às ruas para conferir como anda o comércio e o dia a dia do trabalhador manauara, que precisa pagar o aluguel, comprar alimentos e pagar os boletos, ou seja, continuar trabalhando para não ser demitido. Tudo isso, em tempos de coronavírus.

O comércio no centro da cidade continua funcionando normalmente, lojas abertas e os funcionários trabalhando como de costume e quem realmente precisa sair, continua nas ruas. Mas o movimento...



A atendente Daiane Barros, de 28 anos, sentiu que o movimento está parado desde segunda-feira. “As pessoas realmente estão com medo de sair de casa, desde o início da semana já sentimos uma queda no movimento”, contou.

Outra atendente em uma banca de revista, Lanize Baraúna, 60 anos, também contou que continua indo ao centro, cumprir seu horário de trabalho, mas que sentiu o movimento fraco nas vendas e nas ruas do centro da cidade.

“O movimento já está meio parado, já andei por ruas desertas e parece assim que o Brasil perdeu a Copa. O trabalhador tá vindo, mas realmente, tá bem fraco. Eu espero que isso não piore, porque eu vivo do dinheiro daqui”, relatou.

O gerente de loja Renato Alexandre, 37 anos, disse que a pandemia já está influenciando o comércio. “Devido a ordem de ficar em casa e até a paralização nas escolas, foi possível sentir um abate de fluxo, mas nada alarmante ainda, penso que se fizermos toda a higienização recomendada, não vamos chegar em um nível maior”, explicou.

Paradas vazias

Nossa equipe de reportagem esteve em horário de pico.  As principais paradas de ônibus do centro da cidade estavam vazias e embora o fluxo estivesse menor, e o trânsito fluindo sem congestionamentos, as pessoas continuam utilizando transporte público normalmente e poucas pessoas com mascaras de proteção.

Jessica da Silva, tem 21 anos,  trabalha no centro e relatou que foi trabalhar de ônibus e vai voltar da mesma maneira. “É o único meio de transporte que temos, não tenho outra escolha, vim de ônibus e vou voltar nele. Esteja lotado ou não, precisamos chegar aqui todos os dias. Estamos tentando nos proteger como dá, mas confesso que é uma situação complicada. Não tem como ficar em casa”, finalizou.

Repórter

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