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Comércio informal esconde belezas do Centro de Manaus

A iniciativa da prefeitura de retirar os veículos usados na venda de produtos ocupando ilegalmente vagas de estacionamento é elogiada por muitos camelôs que, no entanto, esperam providências em relação aos que são cadastrados 07/02/2013 às 10:19
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Diante de monumento histórico, comerciante montou tenda de ‘restaurante’ amarrada nele e num poste de sinalização
ana celia ossame Manaus (AM)

A presença de camelôs nas ruas do Centro responde não só pela ocupação dos espaços destinados aos pedestres, mas também por situações inusitadas, como por exemplo, no Relógio Municipal, um ponto turístico tradicional. Ele agora serve de suporte para amarrar fios elétricos e de equipamentos, como antenas parabólicas de barracas.

A iniciativa da prefeitura de retirar os veículos usados na venda de produtos ocupando ilegalmente vagas de estacionamento é elogiada por muitos camelôs que, no entanto, esperam providências em relação aos que são cadastrados.

O primeiro dia de fiscalização, realizado na segunda-feira, de acordo com o titular da via Secretaria Municipal Extraordinária de Requalificação do Centro (Semex), Rafael Assayag, teve o caráter educativo.

Nesta quarta-feira (06), os fiscais iriam começar a apreender as mercadorias e não se viu, pelo menos nas primeiras horas do dia, a presença dos carros. Mas outros desafios esperam o órgão, como o de ordenar as milhares de barracas, algumas erguidas em situação de completo abuso. Na que oferece sucos e salgados, na esquina da Eduardo Ribeiro e Henrique Martins, do lado direito da via de quem caminha em direção ao Instituto de Educação do Amazonas (IEA), não incomoda os fregueses o fato da área ficar sempre molhada pela água usada para lavar louças.

O proprietário, Osmani Abreu Lima, 50, é camelô há 30 anos e está ali há pelo menos 15. Ele espera o início das conversas com a secretaria para saber para onde será deslocado. “O prefeito prometeu que teremos um local bom para trabalhar, estamos esperando”, afirmou.

Nas proximidades do Relógio Municipal, que é usado como paisagem para fotografias de turistas, um bom observador estranha a quantidade de fios e cordas amarradas na estrutura daquele patrimônio histórico da cidade, instalado em 1927 e cujo mecanismo foi importado da Suíça. O proprietário de uma barraca onde estão antenas parabólicas, Geraldo Pereira Lopes, 42, cujos fios estão fixados na estrutura do relógio, não vê motivos para estranheza. Para ele, a situação é provisória e, com a definição da prefeitura da transferência deles daquele local, tudo será resolvido.

Aliás, não só a estrutura do relógio, mas também as placas de sinalização e árvores são usadas para suporte e depósito dos camelôs. Na opinião de uma consumidora, Aimê Cavalcante Lima, 45, tudo fica muito feio quando se presta atenção nessas coisas. “Eu não tinha reparado, mas fica estranho, muito bagunçado”, acrescentou. Para ela, esse é um problema crítico, uma pedra no sapato do prefeito Artur Neto. “Tomara que ele consiga dar uma solução definitiva sem prejudicar nem os camelôs e nem a cidade”, finalizou Aimê.

Eduardo Ribeiro ‘depredada’

Em toda a extensão da avenida Eduardo Ribeiro, a presença dos camelôs é intensa. No cruzamento com a rua Theodoreto Souto, por exemplo, as barracas dos camelôs ofuscam a imagem do prédio histórico dos Correios e até do prédio da Central das Ferragens, uma construção de 1910.

Nesse trecho da avenida, que vai até a sede da Receita Federal, no entanto, as calçadas não são ocupadas exclusivamente por camelôs. As lojas aproveitam e expõem seus produtos em suportes colocados na via pública, aumentando a dificuldade do uso do espaço pelo pedestre.

A promessa da administração municipal é de que vai organizar a região.

Um dos projetos da nova administração municipal para o Centro é a instalação da Zona Azul, que deverá ampliar de 2,3 mil vagas de estacionamento no Centro para 3,6 mil.

Em entrevista à imprensa, o secretário Rafael Assayag contabilizou mais de 40 veículos de vendedores que passam o dia inteiro estacionados na região, praticando um comércio irregular, que prejudica o pedestre e os proprietários de veículos que efetivamente precisam estacionar no Centro.

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