Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
Manaus

Comércio informal predomina no Dia de Finados em Manaus

Ao lado de pessoas que vão rezar pelos mortos nos cemitérios da capital amazonense há um intenso comércio informal de velas, flores e até material de construção



1.gif Na entrada do Cemitério Parque de Manaus, no Tarumã, várias barracas comercializam flores de plásticos, bebidas e até material de construção, tudo em preparação para o Dia dos Finados, amanhã
01/11/2014 às 09:43

O Dia de Finados era para ser a data para a celebração e homenagens às pessoas queridas que faleceram, mas nos dias atuais se transformou num dia de lucros e renda extra para vendedores que estão desde o início da semana trabalhado dentro dos cemitérios da cidade.

Ontem o movimento nos cemitérios Tarumã (particular) e Nossa Senhora Aparecida (público), no bairro do Tarumã, Zona Oeste, era grande tanto de pessoas que que foram fazer visitas a sepulturas de parentes, mas também de vendedores que comercializavam as mais diferentes mercadorias, como materias de construção, alimentos, como farinha e pé de moleque, e velas e flores.

Logo na entrada do cemitério, do lado externo, várias barracas estão exposta com venda de água, velas, grinaldas, flores e até refeições rápidas, como sopas e peixe frito. Dentro do cemitério é onde a venda acontece mais freneticamente. São produtos como areia, salgados, sombrinhas, gelo, castilho (cercado que é coloca na sepultura), cruz de madeira, mingau, refrigerante, cadeiras com sombreiros e até CDs e DVDs.

Em muitas das quadras do cemitério, próximo de sepulturas, é fácil encontrar montes de areia e gente comercializando balde ou sacos. Cada balde de plástico de 50 litros com areia custa R$ 5,0. O autônomo Reginaldo Lira Azevedo, 46, um dos vendedores de areia, disse que é o primeiro ano dele vendendo, mas no ano passado o cunhado dele vendeu e teve uma boa renda. “Meu cunhado disse que com a venda o lucro é certo. E da mesmo para tirar o dinheiro dá farinha e do jaraqui”, comparou o vendedor.

Alexandre Santana dos Santos, 22, trabalha com venda de castilho e disse que chega a lucrar R$ 4 mil em três dias. “Comecei a vender ontem e vou ficar até domingo, tenho mais três pessoas trabalhando comigo e o que não falta é gente comprando”, disse.

O vendedor de DVDs Ricardo Carvalho Nuniz, 27, disse que as pessoas vão acender velas, as vezes rezar, mas muito rápido, e na volta compram CDs e DVDs normalmente. “Elas vem ao cemitério por obrigação, não existe mais aquele respeito todo, elas querem é ouvir música e comprar filmes para assistir, e isso eu vendo. Dou a elas a oportunidade de comprar após visitar a sepultura dos parentes”, afirma.

Órgãos vão atuar durante todo o dia

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) atua no fornecimento de areia para a contenção de incêndios, que podem surgir da queima de velas nos cruzeiros. Já a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) participa com os equipamentos de som para a missa campal do Cemitério São João Batista, que terá início às 18h.

A Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab) tem a responsabilidade de instruir e organizar comercianters nos arredores dos cemitérios. É comum a venda de velas e flores nestas áreas. Além delas, há também o Gabinete Militar (Guarda Metropolitana); a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) com a disponibilização de ambulâncias e equipe médica do Samu.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.