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Comida em Manaus pode ser encontrada em qualquer esquina

Em cada encontro de vias públicas em Manaus há uma banquinha vendendo frutas, guloseimas, cafés ou sanduíches 17/11/2013 às 11:30
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Na esquina da Eduardo Ribeiro com a Teodoreto Souto, Eliete abastece os ‘famintos’ com café, milho, tapioca e pamonha
ANA CÉLIA OSSAME Manaus (AM)

A esquina, lugar onde duas ou mais ruas se encontram, é o lugar ideal para o comércio, por receber fluxo de pessoas de vários lugares. Em Manaus, ela tem uma outra utilidade: é o lugar onde os sabores das comidas vendidas por ambulantes, que improvisam fogões, botijas de gás e determinação para vender alimentos, salta aos olhos das pessoas. E nas esquinas de Manaus vende-se de tudo um pouco para saciar a fome.

Na esquina das ruas Floriano Peixoto e Andradas, uma das mais movimentadas da cidade, no Centro, Antônio Ferreira Lima, 55, reúne-se a outros vendedores de comida para ganhar a vida, coisa que faz há 14 anos naquele local. A clientela, fiel, tem boa justificativa. “Não dá tempo para pensar muito porque o ônibus demora e chego com muita fome antes de começar o trabalho”, justifica a vendedora de uma loja de roupas, Silmara Nogueira de Lima, 23. Antes de ir para a loja, situada na Marechal Deodoro, faz uma parada no primeiro ponto de venda de café que encontra.

Fregueses

A esquina da Floriano com a dos Andradas, em frente ao prédio da Farmácia do Trabalhador, uma parada de ônibus deixa os fregueses na borda das bancas de estão vendedores de café, suco de frutas, de salgados e outros tipos de alimentos. Além de Antônio, que vende milho cozido e pamonha, Benedito Maciel, 52, vende frutas como abacaxi, melancia, melão, manga etc. O abacaxi e a melancia ele serve descascados e gelados na hora. “Tenho bons clientes que vêm aqui sempre”, disse ele, enquanto descascava abacaxis que eram acondicionados em uma caixa de isopor com gelo.

As frutas são compradas de agricultores de municípios próximos da capital como Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus) e Iranduba (a 25 quilômetros). Há mais de 30 anos acordando muito cedo para ir ao trabalho no Centro, Benedito diz gostar do que faz e pretende continuar a contribuir com a tradição do amazonense de comer na rua. “Aqui vai ter sempre fruta boa e gelada”, garante.

Na esquina da Eduardo Ribeiro com a Teodoreto Souto, dona Eliete Alves da Silva, 59, vende café, pão, tucumã e tapioca, entre outros alimentos que fazem a alegria de quem não tem tempo para comer em casa antes de sair para o trabalho, como Silmara. Pelas contas dela, são 24 anos de trabalho no local, o que a faz acordar de madrugada para acabar de arrumar as coisas, tarefa iniciada na noite anterior. “O café tem que ficar pronto cedinho”, ensina ela, dizendo ter cuidado e higiene para não perder o cliente que possa passar mal ao consumir seus alimentos.

Leia mais na edição impressa do jornal A Crítica deste domingo (17)

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