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Manaus
CONFUSÃO

Comissão da OAB-AM é acionada para resolver confusão de advogados em DIP

Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Seccional Amazonas foi chamada para acalmar os ânimos no 1° Distrito Integrado de Polícia 11/02/2017 às 09:56
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Delegada Fernanda Antonucci diz que explicou ao advogado tudo o que ele deveria fazer, e ele disse que não foi bem assim
Rita Ferreira Manaus (AM)

O registro de um Boletim de Ocorrência foi motivo de confusão ocorrida na manhã de ontem no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado no bairro Praça 14, zona Sul. O advogado Orlando Patrício de Souza acionou até a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Seccional Amazonas para acalmar os ânimos.

De acordo com o advogado Orlando Patrício, ele esteve na delegacia junto com um cliente acusado de furtar o banco de dados de uma empresa de empréstimos consignados para uma acareação com o empresário. Na saída, ele diz que  foi abordado pela suposta vítima que ofereceu a retirada da queixa, caso uma mídia contendo o banco de dados fosse devolvida ao empresário.

“Como sou advogado criminal e conheço os procedimentos expliquei que é impossível retirar porque já existe até o processo do caso na Justiça. Foi quando o empresário, sem citar nomes, insinuou que tinha influência suficiente para fazer o que estava propondo. Na mesma hora eu entrei e pedi para falar com a delegada. Como ela não estava pedi para registrar o BO e os investigadores se recusaram. Eu pedi e adentrei para falar com o delegado plantonista e um investigador chamou vários palavrões, puxou meu paletó para me tirar da sala. Eu precisei chamar a comissão da OAB ao local”, relatou.

A titular da Delegacia, Fernanda Antonucci, disse que explicou ao advogado que a delegacia é uma central de flagrante e que o caso dele não podia ser atendido lá. “Além disso, como eu poderia registrar BO contra eu mesma e contra a equipe da delegacia? É uma questão de bom senso.

Ela disse que o encaminhou à Unidade de Apuração de Ílicitos Penais (UAIP), vinculado à corregedoria da Polícia Civil e responsável por apurar denúncias contra os servidores do órgão. A delegada disse ainda que registrou um Termo de Declaração que será anexado às investigações. A vítima que supostamente insinuou ter influência na delegacia será chamada para depor. “Eu jamais impediria o trabalho do advogado e ao contrário, quero que seja feita investigação porque sei que não fiz nada errado”.

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