Terça-feira, 21 de Maio de 2019
Manaus

Comissão do Meio Ambiente detecta problemas em tubulação no Igarapé do Quarenta

Hoje (11), as equipes verificaram a incorreta tubulação que faz voltar para as casas os dejetos que deveriam receber tratamento antes de voltar ao meio ambiente



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A denúncia chegou ao presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado estadual Luiz Castro (Rede) quando inspecionava o Igarapé
12/01/2016 às 14:34

O descaso com o Igarapé do Quarenta foi mais uma vez constatado pela equipe técnica da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Caama) e o Ministério Público Federal (MPF). Hoje (11), as equipes verificaram outro problema: a incorreta tubulação faz voltar para as casas os dejetos que deveriam receber tratamento antes de voltar ao meio ambiente.

A denúncia chegou ao presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado estadual Luiz Castro (Rede) quando inspecionava o Igarapé. Para ele, é um absurdo que tenham economizado em tubulação, sendo utilizada uma de menor tamanho do que o ideal.

“Diversos problemas foram constatados, do assoreamento do Igarapé ao descaso com a limpeza, além da visível falta de tratamento do esgoto do lixo doméstico. E o programa custou cerca de U$ 840 milhões, dinheiro este que terá de ser devolvido, pago pelo contribuinte e que não será utilizado para melhorias na saúde, um dos resultados de um saneamento eficiente”, assinalou Luiz Castro.

Esgoto volta às casas na época de chuvas

Durante a caminhada ao lado do igarapé, o presidente da Caama foi interpelado por moradores sobre a pequena tubulação. O industriário Venildo Ferreira contou à equipe técnica um problema enfrentado pelas famílias do local, há pelo menos quatro anos.

“Desde quando o foi feito o Prosamim, o esgoto retorna às casas, no período de chuvas, mesmo com a promessa de sanar o esgoto. O tubo que deveria realizar o saneamento tem a metade do tamanho ideal”, desabafou.

Ferreira conta ainda que no verão, é visível a ida dos dejetos domiciliares diretamente para o curso do rio. “Está igual a antes. Eles ainda deixaram a tampa do bueiro coberta por asfalto. Resultado: nem sabemos aonde fica para tomarmos uma providência nós mesmos”, completou.

MPF

A presença do MPF deu-se porque o Ministério está concluindo uma ação de fiscalização do Prosamim, já que uma parte do investimento para as obras veio do governo federal. O procurador, Rafael Rocha, afirmou que a visita de hoje foi a última etapa. “Estamos concluindo o processo e devemos apresenta-lo até meados deste ano”, disse.

Representantes da União de Política Animal (UPA), da Rede Sustentabilidade, da Associação das Donas de Casa do Amazonas (Adcea) e do Conselho Municipal de Habitação também participaram da inspeção ao igarapé.

*Com informações da assessoria de imprensa


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